Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

O cais

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Olá pessoal, enfim, depois de um período de férias pra tentar relaxar a mente e deixar a criatividade fluir, descobri que minha mente não relaxa, mas enfim, estou de volta, e pretendo voltar com tudo, já tem resenha de livro de um dos nossos parceiros a ser feita, e já tem outros livros na lista pra leitura aqui, então espero que eu possa prosseguir o ano sem crises de travamento mental. 
__________________________________________________________________________

Foto: Lidiane Dias

Fazia tempo que eu já tinha partido, se bem que meu coração nunca partiu, ficou lá, naquele maravilhoso cais. Talvez depois de tanto tempo ainda tenho em minha memória a sua imagem... Pera, foram só 3 meses... Parecem 30 anos... Se bem que lembro daquele abraço carinhoso e de um sorriso suave, que ainda flutua do cais até a proa. Lembro também daquelas conversas que rompiam a escuridão da noite, do dar ouvidos e ser ouvidos. Lembro também da tua voz, ela sempre ecoa durante os sonos embalados pelo chacoalhar do mar. Mas o que lembro mesmo é do cais, pedacinho de terra, lembro dele pra não me perder, lembro dele porque sei que estará lá me esperando, com as pernas balançando na água.

De mim, por você

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014



O que seria de mim? Sem abraços, onde afagar-me o peito, ao atirar o coração a disparos rasantes de flechas.
O que seria de mim? Sem olhares, para chorar ao sorrir, e irrigar os meus belos jardins.
Mas o que seria de mim sem você? Onde quer que vá, eu irei, se não gritarei teu nome até minha voz morrer, e morrerei junto, sem você, e sem poder te dizer.

O café

domingo, 23 de novembro de 2014




Era um sábado ensolarado, para ele um dia perfeito pra passear com Hansk, um labrador de 3 anos. O mesmo que havia o acordado bem cedo, com longas e molhadas lambidas.

Já na rua, depois dos preparatórios, Hansk era bem quieto, parecia aproveitar os cenários urbanos, diferente dos antigos cães dele, um desses que certo dia quase o joga num bueiro, aberto por causa de umas obras.

Ambos caminharam até que ele parou em um daqueles cafés, estilo europeu: mesas e cadeiras postas ao lado de fora. Momento até que comum nos sábados de ambos, estavam perfeitamente acostumados com os rostos ali. Até que surgiu um senhor de meia idade, já de cabeça branca, que vendo as mesas ocupadas foi em sua direção, e perguntou gentilmente:

 - Bom dia, espera companhia senhor?
 - Não, não, ficaria lisonjeado se nos acompanhasse no café - Respondeu ele.
 - Obrigado, meu nome é Romeu... Ahnn... Quantos anos tem? - Perguntou o idoso.
 - Ah, o Hansk? Tem 3 anos - Respondeu ele acariciando a cabeça do seu cãozinho.
 - Não, haha, imagino que não está acostumado que te perguntem a tua idade. - Respondeu Romeu rindo.
 - Ah, perdão, tenho 26 - Respondeu ele com um leve sorriso.
 - Hum, para você meu Jovem, qual o sentido da vida? - Perguntou o velho.
 - Ah meu caro senhor, vivo por descobrir isso, ora penso que é para ser feliz, ora penso que é para fazer outros felizes, mas nisso até a ciência se perde... Mas e para o senhor? - Respondeu ele.
 - Ah para mim a vida é como atravessar uma faixa de pedestres, nascemos de um lado, e ao longo da vida ás vezes carregamos alguém, ás vezes somos carregados... - Explicou o velho com um ar de sabedoria.
 - Hum, entendi, e o senhor acha que está em que parte da faixa? E o outro lado da faixa seria a morte? - Perguntou ele.
 - Nunca sai do lugar meu jovem, mas assim que morrer atravessarei para ver, talvez grite pra você o que há lá, não tenha esperanças, meu pai me disse a mesma coisa, acho que o lado de lá o entreteu deveras para que possa se lembrar do grito. - Respondeu o velho Romeu.
 - Mas agora eu não entendi. Se o senhor está no mesmo lugar, então nunca carregou ninguém e nunca foi carregado? - Perguntou ele instigado.
 - Hahaha, sabia que perguntaria, carreguei e fui carregado sim, porém ninguém nunca sai do lugar para isso, inclusive estamos carregando um ao outro. Meu jovem, a travessia não é somente a vida, mas também a morte, vê esta xícara de café? De nada te serve lá... Mas certamente o Hansk estará com você, você o carregará. De que adianta vir aqui e todo os dias tomar o café mais caro, se não vivermos os mais puros e singelos sentimentos? Esta nossa vida foi feita para morte, não somos imortais, carregue o que te valerá apena...

Para ele, depois daquele sábado, tomar café nunca mais foi a mesma coisa.

Identidade & Narrativa Fotográfica by Thiago Andrade {Photo}

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Olá galera, o post de hoje é algo meio que especial... É algo um pouco divulgatório, mas para mim, o que mais importa é a popularização da arte como um todo.
Para começo de conversa irei contar uma breve história acerca de tudo que vocês irão apreciar.

Conheci o Thiago em 2012, logo quando ele entrou no colégio, eu participava de um projeto de iniciação cientifica onde buscávamos reconstruir as histórias dos bairros de Salvador/BA através da história oral, e eu, como curioso como sempre fui, me interessei pelo projeto, e fiquei responsável pela parte tecnológica, criando e administrando um website/blog  onde seria divulgado as pesquisas de meus queridos colegas. A principio em 2011 eu não fazia isso sozinho, havia uma equipe por trás disso tudo, porém alguns se formaram e saíram do colégio e outro que até hoje é um grande amigo tanto me quanto do Thiago começou a estagiar e tal. Começou 2012 e eu estava sozinho num emaranhado de problemas, já que a minha parte do projeto não avançou tanto assim, e era muita coisa a se fazer sozinho. Mas certo dia, através de uma colega do projeto ouvi falar desse tal de Thiago Andrade, estava interessado em participar do nosso projeto e tinha bastante conhecimento na área de design e sites. Logo meu interesse cresceu com uma frase curta e rápida: "Cadê ele?". Sim ali deu-se o ínicio de uma grande amizade, eu e o Thiago somos como irmãos, e não trocaria os 2 anos de convivência por nada, rimos e choramos muito, mas aprendemos muito um com o outro.
E para não enrolar muito, pode surgir a pergunta: "Onde o Thiago entra no blog?". Bem, na área das artes visuais ele sempre foi melhor que eu, e muito mais preparado, assim, ele pode me passar um pouco de seu conhecimento, se do pouco que sei sobre fotografia e web designer é graças a ele. E a pedido meu, Ele me deu autorização para usar livremente suas fotografias (q bonitinho gente haha, vcs não sabem o quanto isso é importante), mas claro, com um propósito, divulgar o trabalho dele aqui, então, sem mais delongas, aqui vai parte do projeto dele que ainda está em desenvolvimento, que provavelmente assim que for concluído teremos outra postagem aqui.

Clique em "Mais informações para ver as imagens"

Só para constar que...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014



Só para constar que ainda respiro, talvez sobreviva e continue enxergando mal a noite. Vim aqui só para compartilhar esse momento trucidador, talvez, seja até porque eu gosto um pouco de auto-exilar-me. Ás vezes me sinto tão anormal neste planeta, que sinto meu corpo faltando algo, talvez mais dois braços, ou até um par de asas. Mas se quer saber mesmo, me sinto velho, mesmo na flor da juventude estou velho, talvez já tenha até morrido, e simplesmente esqueceram de me enterrar. Não sou mais o mesmo, nunca fui, talvez me arrependesse de certas coisas, não choro, já chorei, mas chorar não é arrepender-se, só lamento mesmo os dias em qual eu servi meu coração defumado, cercado de caviar, num molho especial, acompanhando de um malbec argentino. Sim, depois destes dias, escrever tem sido tão difícil quanto "respirar".


"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade de escrever."
Thomas Mann

A Guerra das Guerras

sábado, 5 de julho de 2014



Era 2 de junho de 1944, e a IIª Guerra Mundial assombrava o mundo, mas naquela guerra haviam homens de nervos de aço, e esta história que vou lhes contar, ocorreu em Âncio, cidade ao Sul de Roma, Itália, o palco das maiores batalhas da humanidade.
Sargento Joseph, já tinha lá seus 10 anos de serviço, tinha visto muita coisa em sua vida e carreira no exército americano, mas nada se comparava a aquela guerra, de tão sinistra e cruel, alguns achavam que ali os homens pagavam por seus pecados. Joseph comandava uma tropa de 30 homens, numa frente de batalha ao noroeste da cidade, num dos cercos de batalha mais violentos de todos, ninguém ali sabia se haveria chances de voltar para casa, rezavam todos os dias como se fosse a ultima vez.
Algumas batalhas são épicas, mas o que importa aqui, é o que um simples soldado aprendeu: A verdadeira guerra.
Tudo sucedeu cerca de 1 hora antes de uma investida final dos Aliados, quando o exímio Sargento pergunta para um de seus soldados:

- Preocupado Windgans? 
- Um pouco Sargento, minha mãe me espera em casa - Respondeu o soldado.
- Entendo, tenho 2 filhas, uma de 10 anos e outra que nem vi andar ainda, além de minha amada esposa. Mas estou doido pra tirar essa farda tomar um banho e revê-las. - Disse o Sargento rindo.
- Não tem medo Sargento? - Perguntou o soldado educadamente.
- De que Windgans? - Indagou o Sargento rindo.
- De acabar deixando ás sós? - Perguntou novamente o soldado, preocupado. 
- Aprendi a não ter medo meu caro, se eu tiver, morro antes de andar 10 metros, mas e você? Se sente preparado? - Perguntou o Sargento pondo a mão nos ombros do soldado.
- Preparado até pra morrer Sargento, e mais preparando ainda pra derrubar uns 10 desses malditos alemães. - Respondeu o soldado gargalhando.
- Ah, então foi pra isso que veio? Pra matar? - Retrucou o Sargento.
- Para que mais viria Sargento, eles merecem morrer. - Disse o Soldado num tom de vingança.
- Hum, entendo, até certo ponto sim, mas se eu lhe disser que eu não vim pra matar? Propôs o Sargento.
- Está querendo dizer que não vai para frente conosco hoje? Indagou o Soldado.
- Não Windgans, eu vou com vocês, mas não pra matar. - Contestou o Sargento.
- Não entendo Sargento, assim será logo abatido e não nos ajudará em nada.
- Também não meu caro haha. Entenda soldado, uma guerra como essa não se mata ninguém, se salva alguém. Em uma guerra, ter coragem não é enfrentar os inimigos para abate-los, mas sim saber que milhões de vidas dependem de você. Talvez nenhum de nós dois volte de lá, então aí está a questão meu amigo. Que diferença fará em nossa morte quantos alemães nós matamos? Se caso vencermos teremos até honras militares, mas jamais dirão quanto sangue nós derramamos para não sujar nossos nomes, e apenas dirão: "Estes Homens morreram em nome de sua nação e pátria, deram suas vidas para nos garantir liberdade e paz". Soldado, Não faz diferença quantos nazistas você mate, apenas salve aqueles as almas inocentes, se possível soldado, morra, mas morra com honra, não morra pelo presidente, não morra pelo general, não morra por mim, morra pela paz soldado, morra por você, morra por todos. Essa guerra não é nossa soldado, essa guerra precisa acabar. E nós iremos terminar, entendeu Windgans?
- Sim, Senhor! - Respondeu o Soldado fortemente emocionado.

Instantes depois, a sirene toca, aquilo era o aviso da batalha de suas vidas, talvez Joseph e Windgans nunca sejam lembrados pela humanidade, nem mesmo reconhecidos, mas o que eles fizeram naquele dia na Itália, nada no mundo poderá retribuir. Talvez não fosse tão complicado naquela época de um homem parar na guerra, mas ter a consciência do que eles teriam que fazer lá é coisa de outro mundo. Cegamente eles estavam prontos para sacrificarem suas vidas em prol de outras, mas será que esse sacrifício valeria apena? Nunca se sabe, mas talvez eles deram a oportunidade de outras pessoas mudarem o mundo como eles mudaram.



_______________________________
Texto meramente fictício, sendo uma estória de fins literários.                                                                              Jean Bispo

Domingo à Tarde

segunda-feira, 12 de maio de 2014




Seria um domingo à tarde como outro qualquer, mas aquele não, aquele chovia, gotas escorriam pelo vidro da janela - livros, poltrona - nada faltava ali, sem falar em seu chazinho de camomila, tentava ele acalmar a semana numa xícara verde-amarelada, tentava ele ver a paz, ver o amor... Mas por instantes sentia um gosto amargo, sangue negro e denso, escorrendo, sentia a dor de almas sofridas, sentia a sede, sentia a fome, sentia tudo e nada, sentia tudo e todos, não se sentia. Talvez ali, um chá, um biscoito, fosse suficiente para lhe tornar mais humano, mas na verdade, a humanidade estava ali, vira ele, caindo no vidro, as gotas das lágrimas mais verdadeiras, talvez espíritos choram, choram ao ver, alguém viver e não viver...

Andorinha

domingo, 20 de abril de 2014




A felicidade morava a 800 milhas daqui, sim, eu sabia, era uma andorinha, voava, feliz e pura... Eu andava pelos trêns por ai, desnumbrando morros e verdes. A andorinha sorria, sorrio também, um dedo de prosa pra variar, um bom leite, café? Quem sabe... A felicidade supria a fome, não entendia toda esta furtividade da vida que se falava, pra mim o tempo era único, os dias poderia ser longos, ás vezes tão curtos que dava vontade de voltar. Tudo era livre, eu, nem tanto, mas a andorinha deu a voar, foi por caminhos que nem o vento sabe. Nisto, o verde se foi, tudo se tornou cinza, já não lembrava mais dos morros, tudo era sangue, sim, alma... Talvez tenha demorado a perceber, já não respirava, tudo estava escurecendo, tudo... Já não havia ar... Estava afogado... Não sei ainda, se o sangue era meu, ou da andorinha... Andorinha, andorinha, por onde andas, o bocado de solidão, vosmercê, não podes me deixar á mercê... Talvez o Seu João soubesse... Talvez... Ela se FOI! Gritei, quase chorando, engoli tudo que havia alí, sangue dor... Voltei, já não havia mais nada, nem mesmo a andorinha, sabes lá, se o Abreu sabes onde ela está... Talvez eu deveria sonhar menos, talvez, a Andorinha volte, sim, ela virá. Não, não virá... Até eu acordar... até...


Jean Bispo

Infinidade

quinta-feira, 17 de abril de 2014





Muitos dizem que o universo é infinito, quem dera, ao menos uma vez...

Talvez esteja aí a verdade... Como pode o homem medir aquilo que nem ele mesmo vê? Como pode o homem medir algo que está dentro dele e fora ao mesmo tempo...

Questão era o ser, dúvida o não ser... Medir a relatividade do tempo... Medir o imensurável, medir a questão, medir a dúvida, medir a razão, medir teu chão... Eis o tempo, eis o nada, eis a areia, eis o som, raios, vento, trovão, chove... 


Jean Bispo

Palavreando versos rimáticos

terça-feira, 25 de março de 2014



Mistério é como rimar a rima
escrevendo parecido
com que tem em cima, 
saber rimar não sei,
mas só por isso escrevo:
ei.
Nem todo poeta sabe rimar,
muito menos escrever,
o que ele sabe mesmo, 
é compreender.





Jean Bispo

Amar, amando, amei.

sexta-feira, 21 de março de 2014



Quem dera o amor ser fogo e não se ver... Vejo mais fogo que amor, vejo amor no fogo... Achei que amava...E amei... Cego que é o amor, não eu. Eu tinha visto... Vir tudo e não acreditei... Mas o que veio depois é o que importa... Desamor? Não sei... Talvez tenha sido o próprio amor... Amor não é paixão... Amor é essência... Tinha cheiro bom.
.. Achei que nunca mais ia amar... Achei... Achei a forma certa de amar... Não... Não é amar... É ser o amor...

Os outros - Cap. IV

segunda-feira, 10 de março de 2014




Cap. IV
Aves Clichês.


Sentado ali, avistava ele o mar, e as aves clichês que sempre passam voando... Não havia corvos negros, sonhos nem pessoas... muito menos sinal dos outros... Somente ele... Ele e sua mente obtusa...Mundo paralelo, ou não? Dúvida cruel do que seria aquele momento... Mas tentava imaginar ele, como pensam os outros, vida sem aves... Sem ondas... Sem o cheiro do mar... Talvez as aves não seriam clichês na cena, talvez nesta cena as aves seriam tudo, tudo, menos os outros...

Inconstância

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014



É um vai e vem louco e aqui estou, em paranoias e paradoxos sem fim, inconstância de fatos que me alertam, que ignoro, onde a paz não vejo faz tempo, sou uma inconstante variável no tempo, causo inconstâncias no vento, pelo próprio vento queria ser passarinho, ser guiado pela inconstância de outro alguém. Está bom ser eu mesmo, tão inconstante, que faço da ausência de inspiração, uma inspiração, uma inspiração constante. 




Jean Bispo


O passeio do poeta

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


Quem lembra do."poeta"? Sim aquele mesmo que escrevia com a alma, observando a face da morte sobre severos espectros mentais, que escrevia tais metáforas que nem ele conseguira entender, mas o que lhe houve para ter ficado tanto tempo sem dizer uma se quer palavra? Será talvez que suas próprias palavras o engoliram? Ou será que a morte teve a sua vez? Certeza é, que a morte deu um tempo em suas funções, não lhe tem agido muito ultimamente... Será por isso que o poeta deixou de escrever... Parafrasear é o que há... Bem pois, aguardemos o termino do passeio do nosso ilustríssimo amigo com sua fiel amiga a morte... E assim veremos o resultado disto...

Jéssica - Cap. III [Capítulo Especial]

domingo, 26 de janeiro de 2014

 Nota do autor, "prus meu leitor": Galerinha, creio que esse seja um dos melhores textos que escrevi, creio que não escrevi tão bem na parte do meio pro final, acho que por questões emocionais mesmo, e porque meu horário de trabalho (de escrever/ler) é de madrugada, e nem sempre cola fazer isso de madrugada, me desculpem se tiver algum erro, por favor me avisem logo para eu poder consertar, eu reli o texto, algo que não faço de costume, mas é uma ocasião especial, pelo que vi não tem erros, mas possa ser que brote algum do plano de fundo preto do blog, então já sabem, avisem. Andei pensando, acharia conveniente formular um futuro livro com alguns contos que escrevo aqui, e com outros novos claro, e esse certamente estaria, mas pra começo de conversa, o texto não seria esse, irei melhora-lo haha, ah para deixar vocês curiosos e emotivos, o texto é baseado em alguns fatos reais, boa leitura ;)




Cap. III
Jéssica


Já era noite, quando ele sentou-se na poltrona e passou a pensar... A luz do luar atravessava a janela e diminuía o breu daquele lugar. Mas ali sentado, tomando um velho e bom whisky que ganhara de seu avó em seu 20°aniversário, começara lembrar-se de uma história, não tão velha, mas que já daria oportunidade  ao tempo de corroê-la.
Era 15 de abril de 2000, desde lá foram bons longos anos, mas tudo parecia que foi ontem... Ele estudava numa escola que ficava há uns vinte minutos de sua casa, até que era um garoto empenhado, mas sempre abismado com o que o futuro haveria de vir, não era de ter muitos amigos, uns cinco lhe bastava, Leo era o mais próximo, mas a Jéssica era sua companheira fiel de várias aventuras, até cinco anos antes daquela data, que foi quando ela descobriu um perigos câncer nos ossos da perna, desde lá, além da idade, isso foi mais um infeliz motivo para separar os dois velhos amigos de infância, na verdade separar diariamente, pois ele sempre a visitara em sua casa, um dos poucos amigos que lhe restara, na verdade, era praticamente o único.
Jéssica sempre foi uma garota feliz, e foi durante aqueles cinco anos também, amava ler, avaliando bem, ler era praticamente uma das únicas coisas que ela fazia, e mesmo assim parecia a fazer mais viva. Seu quarto era praticamente uma biblioteca, e seu fiel amigo contribuía significativamente com isso, sempre que podia levava um livro para ela, isso lhe dava tanto prazer quanto ver o sorriso encantador que formava no rosto dela quando o via. Mas certo dia ele deparou com um pedido inusitado da parte dela:
- Posso te pedir um favor?
- Claro! - respondeu ele.
- Teria como você comprar pra mim um caderno em branco?
- Posso sim, mas porquê mais um? Não entendo, você tem vários, até um diário que você nunca escreveu tem por aí entre os livros.- respondeu ele.
- Ah, é uma surpresa, esse é especial, e com certeza não vai ficar em branco. - Disse ela rindo.
-Então tudo bem, amanhã peço para minha mãe trazer, ah, estou indo ainda tenho que estudar para amanhã, outro dia passo aqui com mais tempo O.k.?
- Tudo bem, estarei esperando. Tchau.
Depois deste episódio ele sempre se perguntou o porque daquele caderno, o pai dela certamente não lhe negaria algo do tipo, mas ela preferiu pedir a ele, mas ele sabia que um dia iria saber.
O tempo foi passando e ele praticamente haveria se esquecido daquele caderno, mas para ele isso não importava muito, ah saúde da Jéssica foi piorando aos poucos, ainda não haveria encontrado cura, os tratamentos eram caros e torturantes, mas a tristeza não residia naquele rosto cansado e envelhecido pelas várias seções de radioterapia e quimioterapia. Aquele sorriso encantador ainda estava lá, creio que qualquer um leitor que pudesse contemplar aquele sorriso jamais esqueceria, como ele nunca esqueceu, mesmo com o tempo curto e as várias responsabilidades o apertando ele nunca a deixara de visitar, estava ali com ela para afagar-lhe as dores, para ele aquela amizade significara tudo, como qualquer amizade, onde o amor é verdadeiro e é maior que tudo, era capaz dele querer estar no lugar dela e poupa-la de tamanho sofrimento, mas sabemos que não era possível. Só que mesmo assim ele sofria com ela, ria com ela.
Certo dia, em uma de suas visitas, ela falou:
- Tenho uma surpresa pra você, mas não posso lhe dar hoje, mandarei amanhã pra você, espero que goste.
- Ah, assim vai me matar de curiosidade até amanhã! Bem, meu pai me aguarda, prometi a ele que iria o ajudar no trabalho hoje, talvez essa semana ainda passe aqui. Até mais Jéssica.
- Adeus meu amigo. - respondeu ela, com o sorriso mais radiante que ele já vira, então ele virou-se e foi em direção a saída tentando imaginar no que seria a surpresa.
O dia se passara e ele não chegou nem se quer perto a imaginar o que seria, mas sendo acaso ou não iremos ao dia em questão, 15 de abril de 2000, dia seguinte a aquele... Mais parecia um dia normal, ele acordara em seu horário de costume e foi se arrumar para ir ao colégio. Enquanto se tomava seu café da manhã sua mãe chegou com uma cara tão triste que ele quase a pergunta qual seria o motivo, mas imaginou ele que seria por causa de seu avô doente, preferiu não tocar no assunto para não a deixar pior, ele não era tão bom com as palavras. Mas na verdade o motivo ele não imaginara, sua mãe o entregou uma carta caixa e falou:
- A mãe da Jéssica passou hoje mais cedo e deixou isso aqui, disse que era pra você, acho bom abrir, não tenha pressa.
-Tá bom mãe. - respondeu ele pegando a caixa, e tentando imaginar o por que a surpresa chegara tão cedo. Não ficando em pensamentos, parou de comer e deteve-se em abrir a caixa, o que lhe lhe trouxe realmente uma surpresa, mas não tão grande quanto a que haveria por vir. Na caixa havia o caderno que ele a entregara alguns anos atrás, e uma carta... Por principio de curiosidade abriu logo a carta e se deparou com estas palavras:
" Meu caro amigo, se você estiver lendo esta carta é porque você não poderá mais me ver, mas não quero que fique triste por isso, agora não sinto mais dores, agora estou livre do que me prendia... Posso estar longe de você mais você sempre poderá me ouvir, não chore muito, sei que a saudade dói é por isso que escrevi esta carta antes de partir, para que você saiba o quanto você foi especial para mim, e sempre será, para você deixo toda a minha biblioteca, para que quando ler um livro se torne tão livre quanto fui, e mais, deixo algo que lhe prometi, "a surpresa", sei que demorou, mas preparei para este momento, naquele caderno que você me deu, eu escrevi um livro, só que o livro está incompleto, e você é o único que sabe o final, ou saberá quando ler, e como ultimo pedido, peço que prometa que terminará o livro e o publicará. Não se preocupe, eu estarei cuidado de você. Até mais, te amo de todo o meu coração, de sua eterna amiga, Jéssica."
Naquele momento, o nosso querido garoto chorava, chorava como se estivesse sendo morto... Mas na verdade estava, passara umas duas semanas praticamente chorando, tão abatido que nem o livro que lhe fora deixado haveria lido, tão abatido que queria reviver o que William Shakespeare havia criado, já achava ele a história de Romeu e Julieta algo tão plausível que se tornava algo distante das estórias mirabolantes e ilusórias do romantismo, assim como queria antes, agora queria ele morrer e acabar com aquele sofrimento, queria ele morrer no lugar dela... A vida era tão injusta... A vida é injusta... Mas aquilo haveria de passar, afinal, a Jéssica agora era uma alma livre... Ele deveria ficar feliz por aquilo mesmo que isto signifique perder horas de gargalhadas, e perder aquele lindo sorriso, logo ele compreendeu o que se passara.

Cheiro da inocência

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014



Me lembro como ontem, quando tudo tinha cheiro, os livros do colégio, os materiais, até as brincadeiras tinham cheiro... Hoje em dia é diferente, até o céu que eu via azul, se tornou mais escuro, não sinto mais cheiro de nada, na verdade tudo cheira a fumaça. 
Talvez seja por isso que todos sentimos falta da infância, sentir o cheiro dos perfumes da vida, sentir o cheiro da pura inocência, sentir que a vida nunca vai se acabar, pois, nem o cheiro das rosas eu sinto mais.




 Jean Bispo

Filho do Sertão

terça-feira, 21 de janeiro de 2014


Sou cabra da peste,
sou filho do sertão,
há quem negue seu passado,
mas tenho orgulho
de ter sangue de gente arrretado
mas quem dera o ser eu um sertanejo
escrever poesias no luar,
nos libertar dos cabrestos,
há uma coisa que quero, 
ser tão forte quanto os sertanejos.

Os outros - Cap. II

domingo, 19 de janeiro de 2014




Cap. II
Livre como areia.


  Era fim de tarde, e o sol já ia se despedindo enquanto ele caminhava na praia de Piatã com sua prancha debaixo de um dos braços, não parecia, mas surfar era uma das coisas que ele mais gostava de fazer... "sentir a brisa do mar" ... E seguindo caminhando pela areia branca e fofa da praia, seu momento de relaxamento deu-se por terminado e ele voltou aos seus insanos pensamentos... Diminuiu um pouco os passos e começou a sentir os grãos de areia debaixo dos pés...
  -Será que alguém fora louco suficiente para contar os grãos de areia de uma praia? - sussurrou ele para si mesmo e continuou em seus pensamentos: 
  "Seres Humanos são tão incontáveis como os grãos de areia... Mas o ser humano é louco em suas próprias instâncias... Contam a si mesmos como se isso fosse fazer diferença em suas atitudes... Se ao menos metade dessa gente toda conseguisse imaginar o quão grande é o universo, talvez eles perceberiam que são tão menos insignificantes, quanto a esses inertes grão de areia...  Na verdade os grãos de areia são melhores que os humanos... Um dia eles foram rochas enormes, mas preferiram ser livres e irem onde o vento os levarem... Mas os seres humanos são mais duros que rocha... Nem se quer se deixam rolar, e acham que por si próprio vão sair do lugar... Pobres coitados... Queria eu ser um grão de areia... Ser Livre... Ir onde der telha...".

Inspirações

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Segui teu rastro até onde pude, mas logo me perdi de você... Já não sabia mais onde estava... Te procurei pelos flancos, nos mares, entre as folhas amarelas do outono... Até o tal do Seu João e seu sabiá visitei...Mas onde está você? Expire, aspire, inspire... Fui nos lugares mais distantes nos lugares impossíveis, nos lugares intransitáveis... Mas ainda não te vir... Não creio que naquele dia, bem naquele dia que eu era feliz você me deixou aqui... Sem me dizer nem mesmo para onde iria, sumiu feito flecha... Mas ainda sim me darei conta, que na verdade, a verdadeira inspiração está dentro de mim... Fui inspirado... Preciso inspirar... Fazer... A-C-O-N-T-E-C-E-R, quem dera como foi com a minha inspiração terá eu que criar uma... Assim como eu... 

Os outros - Cap. I

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014




Cap. I
Prelúdio


Seu fôlego já ia embora depois daquela corrida, sabe-se lá se valeria a pena, mas teria que se recuperar para mais uma corrida entre vários obstáculos, seu alvo já se movia, aquilo já era desleal... Era tudo ou nada, respirou fundo e partiu, corria loucamente quase se esbarrando em uma senhora que caminhava em sentido oposto, já sentia o alívio ao se aproximar, 5 metros... 3 metros.... 2 metros... 1 metro... e então pulou, quase caindo com o peso da sua mochila tentou se equilibrar nas barras divisórias do ônibus, então suspirava e sussurrou:
- Finalmente! 
Aproximou-se da catraca, pagou sua passagem e entrou, não como de costume, mas naquele dia encontrou um lugar vazio, parece que a corrida lhe deu um prêmio. Sentou-se em um banco do corredor, ao seu lado tinha uma jovem que lia Sonhos de uma Noite de Verão de William Shakespeare. Então finalmente seu cérebro voltou ao normal, começou a pensar em sonhos... Para que se serve os sonhos, não são eles simplesmente ilusões... Ás vezes são até torturas mentais.. Não queria ele lembrar de seus sonhos frustrados, poderia ter ele culpa nisso se foram outros que destruíram suas esperanças? Ali ele já sentia raiva, ódio, tudo o machucava por dentro, já não queria estar ali, não queria ter corrido, queria estar por aí, sem lugar para ir, sem nada sentir, somente estar por aí... Mas neste mesmo instante lembrou ele: E aqueles outros que nem sabem o que é esperança? Morrem sem nem sentir, vida? Para que a vida se eles tem a sobrevida? Agora ele queria gritar... O mundo era complexo de mais para ele, ele era complexo para o mundo, mas quem era ele naquele mundo? Se ele morresse como tantos outros faria alguma diferença? Sabia que no outro dia teria alguns trabalhando e tantos outros curtindo a vida... Decidiu ele prosseguir, quem saiba alguém encontre os sonhos perdidos dele por aí... Quem saiba alguém nasça com alguma esperança...

Pensamentos Irreais