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O Viajante

terça-feira, 27 de janeiro de 2015


Surgia no leste um surto de vida, réstia da morte do oeste, sangue verde, corria cegamente entre as árvores, enxergava o que ouvia, ouvia o que enxergava, pobre menino sonhador, ao menos sabia que as nuvens não eram de algodão, mas um dia foi tão alto que o gelo que penetrava em suas veias, dissolvendo sua seiva, fez faltar-lhe força, pois tua queda era cegamente prevista, teu corpo chamegava, desfalecendo-se...
Foi desintegrado no seu próprio ar, teus destroços foram espalhados pelo universo, em outras dimensões.
Um pobre viajante encontrou o que parecia os restos de seu coração despedaçado, provavelmente por acaso, ou não... quem sabe? Mas seu coração ainda batia, num ritmo lento, ainda flutuava, derramava seu sangue verde lentamente...

O cais

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Olá pessoal, enfim, depois de um período de férias pra tentar relaxar a mente e deixar a criatividade fluir, descobri que minha mente não relaxa, mas enfim, estou de volta, e pretendo voltar com tudo, já tem resenha de livro de um dos nossos parceiros a ser feita, e já tem outros livros na lista pra leitura aqui, então espero que eu possa prosseguir o ano sem crises de travamento mental. 
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Foto: Lidiane Dias

Fazia tempo que eu já tinha partido, se bem que meu coração nunca partiu, ficou lá, naquele maravilhoso cais. Talvez depois de tanto tempo ainda tenho em minha memória a sua imagem... Pera, foram só 3 meses... Parecem 30 anos... Se bem que lembro daquele abraço carinhoso e de um sorriso suave, que ainda flutua do cais até a proa. Lembro também daquelas conversas que rompiam a escuridão da noite, do dar ouvidos e ser ouvidos. Lembro também da tua voz, ela sempre ecoa durante os sonos embalados pelo chacoalhar do mar. Mas o que lembro mesmo é do cais, pedacinho de terra, lembro dele pra não me perder, lembro dele porque sei que estará lá me esperando, com as pernas balançando na água.
Pensamentos Irreais