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O cais

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Olá pessoal, enfim, depois de um período de férias pra tentar relaxar a mente e deixar a criatividade fluir, descobri que minha mente não relaxa, mas enfim, estou de volta, e pretendo voltar com tudo, já tem resenha de livro de um dos nossos parceiros a ser feita, e já tem outros livros na lista pra leitura aqui, então espero que eu possa prosseguir o ano sem crises de travamento mental. 
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Foto: Lidiane Dias

Fazia tempo que eu já tinha partido, se bem que meu coração nunca partiu, ficou lá, naquele maravilhoso cais. Talvez depois de tanto tempo ainda tenho em minha memória a sua imagem... Pera, foram só 3 meses... Parecem 30 anos... Se bem que lembro daquele abraço carinhoso e de um sorriso suave, que ainda flutua do cais até a proa. Lembro também daquelas conversas que rompiam a escuridão da noite, do dar ouvidos e ser ouvidos. Lembro também da tua voz, ela sempre ecoa durante os sonos embalados pelo chacoalhar do mar. Mas o que lembro mesmo é do cais, pedacinho de terra, lembro dele pra não me perder, lembro dele porque sei que estará lá me esperando, com as pernas balançando na água.

Frank o Inabalável

sábado, 14 de junho de 2014



Descia ela a avenida, gigante e pomposa, um esplendor. As luzes com flashs, reflexos de almas que vagam pela noite aí... Enquanto isso, ao som do carro, acompanhava o grande Sinatra, numa maravilhosa brincadeira pelas estrelas, vendo a primavera como si só. Mas aí sim, aí me senti inabalável.

 

Caminho

quarta-feira, 28 de maio de 2014



Caminhava eu,
eu caminhava,
não via eu,
que caminha
no lugar que era seu.



Jean Bispo

Domingo à Tarde

segunda-feira, 12 de maio de 2014




Seria um domingo à tarde como outro qualquer, mas aquele não, aquele chovia, gotas escorriam pelo vidro da janela - livros, poltrona - nada faltava ali, sem falar em seu chazinho de camomila, tentava ele acalmar a semana numa xícara verde-amarelada, tentava ele ver a paz, ver o amor... Mas por instantes sentia um gosto amargo, sangue negro e denso, escorrendo, sentia a dor de almas sofridas, sentia a sede, sentia a fome, sentia tudo e nada, sentia tudo e todos, não se sentia. Talvez ali, um chá, um biscoito, fosse suficiente para lhe tornar mais humano, mas na verdade, a humanidade estava ali, vira ele, caindo no vidro, as gotas das lágrimas mais verdadeiras, talvez espíritos choram, choram ao ver, alguém viver e não viver...

Andorinha

domingo, 20 de abril de 2014




A felicidade morava a 800 milhas daqui, sim, eu sabia, era uma andorinha, voava, feliz e pura... Eu andava pelos trêns por ai, desnumbrando morros e verdes. A andorinha sorria, sorrio também, um dedo de prosa pra variar, um bom leite, café? Quem sabe... A felicidade supria a fome, não entendia toda esta furtividade da vida que se falava, pra mim o tempo era único, os dias poderia ser longos, ás vezes tão curtos que dava vontade de voltar. Tudo era livre, eu, nem tanto, mas a andorinha deu a voar, foi por caminhos que nem o vento sabe. Nisto, o verde se foi, tudo se tornou cinza, já não lembrava mais dos morros, tudo era sangue, sim, alma... Talvez tenha demorado a perceber, já não respirava, tudo estava escurecendo, tudo... Já não havia ar... Estava afogado... Não sei ainda, se o sangue era meu, ou da andorinha... Andorinha, andorinha, por onde andas, o bocado de solidão, vosmercê, não podes me deixar á mercê... Talvez o Seu João soubesse... Talvez... Ela se FOI! Gritei, quase chorando, engoli tudo que havia alí, sangue dor... Voltei, já não havia mais nada, nem mesmo a andorinha, sabes lá, se o Abreu sabes onde ela está... Talvez eu deveria sonhar menos, talvez, a Andorinha volte, sim, ela virá. Não, não virá... Até eu acordar... até...


Jean Bispo

Amar, amando, amei.

sexta-feira, 21 de março de 2014



Quem dera o amor ser fogo e não se ver... Vejo mais fogo que amor, vejo amor no fogo... Achei que amava...E amei... Cego que é o amor, não eu. Eu tinha visto... Vir tudo e não acreditei... Mas o que veio depois é o que importa... Desamor? Não sei... Talvez tenha sido o próprio amor... Amor não é paixão... Amor é essência... Tinha cheiro bom.
.. Achei que nunca mais ia amar... Achei... Achei a forma certa de amar... Não... Não é amar... É ser o amor...

Os outros - Cap. IV

segunda-feira, 10 de março de 2014




Cap. IV
Aves Clichês.


Sentado ali, avistava ele o mar, e as aves clichês que sempre passam voando... Não havia corvos negros, sonhos nem pessoas... muito menos sinal dos outros... Somente ele... Ele e sua mente obtusa...Mundo paralelo, ou não? Dúvida cruel do que seria aquele momento... Mas tentava imaginar ele, como pensam os outros, vida sem aves... Sem ondas... Sem o cheiro do mar... Talvez as aves não seriam clichês na cena, talvez nesta cena as aves seriam tudo, tudo, menos os outros...

Alegoria das Flores

sábado, 22 de fevereiro de 2014





O discernimento da vida sempre foi e há de ser um grande mistério, sê lá, a vida o prelúdio da morte, será a morte mesmo mais longa que a vida? Seria a vida capaz se sentir o que se sente na morte? Rico, pobre e morto... Todos em pó. Quem sou eu em 7 bilhões? Quem sou eu nos astros, dentro do universo que não se mede, dentro de outro universo paralelo que se morre... Flores a terra... Terra e Flores...
Talvez para muitos, o outro vale mais que a vida... É bem lógico, se morre, e o ouro fica... Será que há algo aqui que não se corrompa? Que não se corroa? Será que é possível viver aqui? Medo de morrer? HAHAHA, tenho medo de viver, onde está a morte, tudo é eterno... Aqui pereço, e saem fagulhas de mim... Deixo pedaços meu pelo mundo... Quem é você? Será você, eu mesmo? O que você é? Humano, animal? Morte? Por onde ando, vejo gente feliz, gente triste, e gente morta... Sinto que sou os três, quem sou eu? Talvez sua alma esteja na minha... Talvez eu veja nos seus olhos a esperança... Dê rosas hoje, as de amanhã se afundam na terra, quem recebe não vê, não sente o cheiro... Nem mesmo o engano nisto...
Queria ser filosofo e criar a alegoria das flores, morra ou viva... Seja ou Não Seja. A vida não é a questão... A questão, é a morte, as flores, e o que se fez com elas... 



                                                   “Não me traga rosas quando eu estiver morto. Quando a Morte reivindicar a luz da minha fronte, nenhuma flor de vida me reanimar : ao invés, você pode me dar rosas agora!”
Thomas F. Healey

Meu Ser Evaporei na Luta Insana { Bocage, in 'Rimas' }

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014


Meu ser evaporei na luta insana
Do tropel de paixões que me arrastava:
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quasi imortal a essência humana!

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua origem dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos

Deus, ó Deus!... quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

Inspirações

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Segui teu rastro até onde pude, mas logo me perdi de você... Já não sabia mais onde estava... Te procurei pelos flancos, nos mares, entre as folhas amarelas do outono... Até o tal do Seu João e seu sabiá visitei...Mas onde está você? Expire, aspire, inspire... Fui nos lugares mais distantes nos lugares impossíveis, nos lugares intransitáveis... Mas ainda não te vir... Não creio que naquele dia, bem naquele dia que eu era feliz você me deixou aqui... Sem me dizer nem mesmo para onde iria, sumiu feito flecha... Mas ainda sim me darei conta, que na verdade, a verdadeira inspiração está dentro de mim... Fui inspirado... Preciso inspirar... Fazer... A-C-O-N-T-E-C-E-R, quem dera como foi com a minha inspiração terá eu que criar uma... Assim como eu... 

O sabiá

domingo, 12 de janeiro de 2014



E a chuva caia lá fora,
O sabiá cantava
Para a alegria de Seu João
Mas quem entendia o sabiá?
O Seu João entendia,
Não só entendia,
ele sabiá.





Jean Bispo

O Ultimo Horizonte

quinta-feira, 27 de junho de 2013



Chorei, gritei... Desesperadamente
Brilhava no Céu a ultima estrela do dia,
o sol já despertava no Leste,
ah... ventos frios do Sul...
Agitava-se o delirante mar,
lá longe um Naufrago...
Apossei-me da minha espada,
me vestia para a ultima guerra...
ia eu para o ultimo dia...
O Dia..




Jean Bispo

Metanoia

quinta-feira, 11 de abril de 2013


E o que for vazio se torne cheio
e o que for escuro se torne claro,
porém,
o que for cheio se torne vazio
e o que for claro se torne escuro...

Visões

domingo, 24 de março de 2013



Vejo gente morta
Vejo gente morrendo,
Vejo a vida indo em bora,

Vejo sangue,
Vejo o mar vermelho de ira,
Não vejo mais o sol,
Vejo apenas escuridão,
A lua se foi,
Estrelas morrem...

Vejo a morte,
Caminhando entre os prédios,
em florestas,
Florestas cinzas de loucura,
E o céu é sempre negro,
é o fim da vida,
é o fim de tudo...


Jean Bispo

Castelos de Areia

domingo, 24 de fevereiro de 2013




Áridos e frágeis
Vento que leva,
ou mar que arrasta,
se despedaça aos poucos,
podem ser apenas uma brincadeira de criança,
ou uma verdadeira arte,
mas sempre são de areia,
castelos são como sonhos,
Podem ser uma arte,
mas nunca se sabe se vão durar...
mas é certo que um dia,
o vento ou o mar vai carregar...



"Seres Humanos"

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Loucos e Hipócritas...
Descontrole em busca do poder...
Insanidade em busca do nada...
Em Desgraças se lamentarão...
Em sua misera alma morrerão...
E por misericordia. implorarão...
Em prantos e dores...
Como disse o Herói,
ali Haverá choro e ranger de dentes...

A verdade

sábado, 25 de agosto de 2012



A verdade é a forca sobre-humana
A verdade é libertadora,
mas,
é o que mortifica a alma,
fortalece o espírito,
e desintegra minha carne,
a causa de minhas dores,
o que fervesse o sangue
é o que esfaqueia meu peito,
todos os dias...

Vazio

terça-feira, 21 de agosto de 2012



Como a escuridão do espaço
como um sono profundo,
como pedras de gelo na antártica
és o vazio que sinto,
não a falta de alguém ou de algo
mas o excesso de silencio

A Morte

Google


A morte não tem cor,
a morte não tem cheiro,
a morte e invisível,
a morte é o vazio,
é a ausência,
ausência de vida,
a morte e fria
é a escuridão,
escuridão da noite,
a morte e o fim,
ou quase
a morte.

Poemas [4] - Local Fúnebre e Moderno

quinta-feira, 17 de maio de 2012



As Folhas secas caem ao chão
o vento frio uivava do norte
a solidão era o sentimento que restava
um livro, uma poesia, uma canção, uma espada
ao ver do entardecer da insanidade
logo se retirou
e permaneceu em seu silêncio profundo
abandonando o fúnebre lugar

Jean Bispo
Pensamentos Irreais