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Frank o Inabalável

sábado, 14 de junho de 2014



Descia ela a avenida, gigante e pomposa, um esplendor. As luzes com flashs, reflexos de almas que vagam pela noite aí... Enquanto isso, ao som do carro, acompanhava o grande Sinatra, numa maravilhosa brincadeira pelas estrelas, vendo a primavera como si só. Mas aí sim, aí me senti inabalável.

 

Caminho

quarta-feira, 28 de maio de 2014



Caminhava eu,
eu caminhava,
não via eu,
que caminha
no lugar que era seu.



Jean Bispo

Palavreando versos rimáticos

terça-feira, 25 de março de 2014



Mistério é como rimar a rima
escrevendo parecido
com que tem em cima, 
saber rimar não sei,
mas só por isso escrevo:
ei.
Nem todo poeta sabe rimar,
muito menos escrever,
o que ele sabe mesmo, 
é compreender.





Jean Bispo

Os outros - Cap. IV

segunda-feira, 10 de março de 2014




Cap. IV
Aves Clichês.


Sentado ali, avistava ele o mar, e as aves clichês que sempre passam voando... Não havia corvos negros, sonhos nem pessoas... muito menos sinal dos outros... Somente ele... Ele e sua mente obtusa...Mundo paralelo, ou não? Dúvida cruel do que seria aquele momento... Mas tentava imaginar ele, como pensam os outros, vida sem aves... Sem ondas... Sem o cheiro do mar... Talvez as aves não seriam clichês na cena, talvez nesta cena as aves seriam tudo, tudo, menos os outros...

Meu Ser Evaporei na Luta Insana { Bocage, in 'Rimas' }

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014


Meu ser evaporei na luta insana
Do tropel de paixões que me arrastava:
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quasi imortal a essência humana!

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua origem dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos

Deus, ó Deus!... quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

Filho do Sertão

terça-feira, 21 de janeiro de 2014


Sou cabra da peste,
sou filho do sertão,
há quem negue seu passado,
mas tenho orgulho
de ter sangue de gente arrretado
mas quem dera o ser eu um sertanejo
escrever poesias no luar,
nos libertar dos cabrestos,
há uma coisa que quero, 
ser tão forte quanto os sertanejos.

O sabiá

domingo, 12 de janeiro de 2014



E a chuva caia lá fora,
O sabiá cantava
Para a alegria de Seu João
Mas quem entendia o sabiá?
O Seu João entendia,
Não só entendia,
ele sabiá.





Jean Bispo

Eterno ciclo

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014




Quem dera, eu evitar dizer isto... "Estou de volta", sempre repito... Sempre volto, como seria prazeroso as coisas boas da vida dizerem isso sempre... Ás vezes não dizem.. Ou pior, nem avisam que se vão... Passei 6 meses sem postar, 6 meses de (com) problemas, diria que é o acaso, mas são apenas as consequências, não nem por tão pouco o mesmo... Na verdade, mal lembro quem eu era... Chorei bem menos que o de costume... Cresci... Mas não pergunte o mesmo á minha alma... Ela chorará somente em lhe perguntar... Casos fatídicos lhe ocorreram, deveria vir aqui desabafar o que me ocorreu, mesmo que fosse pelas metáforas loucas que escrevo, mas preferi deixar minha mente num vício desenvolvido há uns tempos... Vicio de pensar e raciocinar... Deveria escrever... Mas não achei o tão suficiente, mesmo minha mente funcionando a base de poemas e versos vazios... Novos amigos apareceram...Outros se foram... Perder amigos não faz o meu gosto, lamento pelos quais a distância e o tempo o fez terminar... Queria lamentar pelos quais somente pelo vazio se obteve respostas, mas minh'alma apenas chora por não ver mais e não saber o porque... Nisso me transformei... Em um errante de estradas... Minha alma visitou a morte, visitou a vida, visitou pessoas, visitou algo que seriam pessoas, viu o egoísmo e voltou, voltou porque também foi egoísta... E voltou a chorar... Sim retornar aos que foram fiéis ás tempestades foi uma boa opção e hoje estou aqui, na memória, numa poltrona segurando uma taça de vinho argentino, no meio da escuridão, vestido como sempre quis estar vestido, desenvolvendo seu melhor dom..
Pensar... Esperando a noite passar, e o dia chegar, para ver se o sol aparecerá novamente... E assim fazer o que deveria ser feito... Triste dia, onde o poeta deixou de ser poeta e o guerreiro deixou de batalhar... Sentir a espada na mão é ótimo, mas é chegada a hora de usa-lá... Aqui estou... Afiando-a para a única e ultima batalha...


Feliz ano novo... Espero eu...

O Ultimo Horizonte

quinta-feira, 27 de junho de 2013



Chorei, gritei... Desesperadamente
Brilhava no Céu a ultima estrela do dia,
o sol já despertava no Leste,
ah... ventos frios do Sul...
Agitava-se o delirante mar,
lá longe um Naufrago...
Apossei-me da minha espada,
me vestia para a ultima guerra...
ia eu para o ultimo dia...
O Dia..




Jean Bispo

(In)Sensatez

quarta-feira, 26 de junho de 2013




Escutava meu pulmão chorar,
ouvia meu respirar fundo da minh'alma
Eclodia na rua a insensatez....
explosões!
Matava-me a mim mesmo o descuido e a cegueira,
chora os olhos...
espirito gritante...
alma sofrente,
calada da noite e a insensatez ainda pairava.
Minha mente não pensava mais como antes,
que esponjosa, salvei-me pela lucidez...
Lucia em algum lugar por aí...
Salvava-me por sobreviver,
não ter me permitido morrer assim,
assim...
Tão sensato de insensatez...
enxergando a cegueira da minha vez...
Morte pairava no ar,
mais uma vez...


                                                                                                                              Jean Bispo

Metanoia

quinta-feira, 11 de abril de 2013


E o que for vazio se torne cheio
e o que for escuro se torne claro,
porém,
o que for cheio se torne vazio
e o que for claro se torne escuro...

Visões

domingo, 24 de março de 2013



Vejo gente morta
Vejo gente morrendo,
Vejo a vida indo em bora,

Vejo sangue,
Vejo o mar vermelho de ira,
Não vejo mais o sol,
Vejo apenas escuridão,
A lua se foi,
Estrelas morrem...

Vejo a morte,
Caminhando entre os prédios,
em florestas,
Florestas cinzas de loucura,
E o céu é sempre negro,
é o fim da vida,
é o fim de tudo...


Jean Bispo

A espada...

domingo, 17 de março de 2013




Lá estava eu, 
vestido de armadura,
pronto para a guerra,
sem medo...
Até que um dia
a dor me fez cair,
onde minha fraqueza apunhalava meu peito
baixei a espada,
assim
silenciosamente,
matei a loucura,
sanidade já era...
fiz voltar ao principio...
...
Mas lá estava eu novamente,
caminhado...
para onde
ainda não vejo...
Lutando bravamente,
carregando apenas uma espada,
apenas uma espada....


Jean Bispo

Ventania do Sul

quarta-feira, 13 de março de 2013


Nuvens que vem do céu,
do Leste e do Oeste,
Ventos frios que vem do Norte,
trazendo a quase incerteza da vida...
e do Sul?
Do sul vem a luz,
não sei se é de vida
ou o disfarce da morte,
vejo algumas almas perdidas,
gritando por socorro,
leves brisas,
 arrepiantes do Sul...




Jean Bispo

Castelos de Areia

domingo, 24 de fevereiro de 2013




Áridos e frágeis
Vento que leva,
ou mar que arrasta,
se despedaça aos poucos,
podem ser apenas uma brincadeira de criança,
ou uma verdadeira arte,
mas sempre são de areia,
castelos são como sonhos,
Podem ser uma arte,
mas nunca se sabe se vão durar...
mas é certo que um dia,
o vento ou o mar vai carregar...



Madrugadas...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013



Bem pessoal, acho que essa postagem é mais para ocupar o vazio de palavras neste blog, então vamos lá...
Ultimamente tenho passado por uma experiência interessante...
Nas férias me é normal dormir tarde, não que eu fique até altas horas no PC e tal (mamãe e papai não deixa) ás vezes vou pra cama 23 hrs, 0 hrs... Vou para cama... dormir? das 1 em diante... alguns dizem que a insônia é devido ao uso da criatividade durante o dia... pode ser uma possibilidade... ou pode se levar ao fato de que durmo metade de um dia (haha, mas só nas férias viu)... não sei... a única coisa que sei é que nada sei  não são horas inúteis... Sherlock e minhas canetas que digam...

Aviso hehe' na base da Madrugada, está surgindo um dos meus contos, tô achando que vou parar com "O Ultimato" por enquanto... e continuar com o atual, que nem divulgarei o nome, até agora só tem uma pessoa além de mim que sabe qual é a ideia, ainda está em desenvolvimento, já refiz 3 vezes, e na atual falta alguns ajustes e continuar a introdução da nova aventura, provavelmente um conto a lá Sir Arthur C. D.
Está aceso de madrugada?
Vai ler, vai escrever... é a hora que sua mente não lhe deixa dormir, um arco íris de ideias vai jorrar...



Aviso pra quem quer me ligar...
Depois das 10 por favor...


"E lá vamos nós"

Espirito ardente

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Gritei a meu espirito...
ouvia-se gritos abafados...
insanidade d'alma afastou-se,
tão louca, que afogou em seus delirios,
o espirito?
Há! Iluminaria a terra 10 vezes mais que o sol...
arde graciosamente...

Fogo?

O que há?
fumaça? Onde? Quando?
Queima? Arde?
Onde há fumaça há fogo?
ou onde há fogo há fumaça?
o que é? és minha alma ao visual?
ardente e chamejante...
não sei mais o que é o fogo...
nem o que é a alma...
não sei...
o fogo queima,
Fogo...

"Seres Humanos"

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Loucos e Hipócritas...
Descontrole em busca do poder...
Insanidade em busca do nada...
Em Desgraças se lamentarão...
Em sua misera alma morrerão...
E por misericordia. implorarão...
Em prantos e dores...
Como disse o Herói,
ali Haverá choro e ranger de dentes...

Metáforas... [01]

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bem, começarei mais uma série, conjuntos ou capitulos de textos, frases, ou palavras metafóricas, é bom que entendam meu conceito de metafóras...

Segundo o wikipédia (não sei porque ainda uso isso) 
"Metafora: é a palavra ou expressão que produz sentidos figurados por meio de comparações implicitas."
Exemplos: "Amor é fogo que arde sem se ver"  Luis de Camões
Bem meu conceito não é muito diferente, só acrescentando... Metaforas para mim, é algo que tenha vários sentidos em uma única palavra, frase e etc., ou algo expresso, mas que está escondido nas entrelinhas de uma palavra... Bem irei começar... Nem todos entenderão exatamente o que eu realmente quis expressar, as essa é a lógica das metaforas... e por favor, não relacionem com fatos sobre mim, normalmente esses textos são coisas vagas na mente...

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"[...] Os cegos cravaram uma faca em meu peito, mas já estava morto, era inútil, então, começaram a se esfaqueiar loucamente, mesmo morto, as dores eram inevitáveis, não da faca em meu peito, mas sim, a cada golpe que desferiram a sí mesmo, o fato de estarem cegos, tira a culpa dos meus ferimentos sobre eles, porém, não os torna inocentes... Com alma morta, este tipo de dor já me é suportável por um tempo, porém, já estão perdidos no escuro o suficiente para enfrentar a verdade[...]"

"[...] Resurgi do Tartaro, o fogo surgiu em meu corpo... Fogo inexstiguivel [...]"
"[...] Sangue já foi derramado, se for preciso, o meu se esvairá[...]"



Pensamentos Irreais