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Andorinha

domingo, 20 de abril de 2014




A felicidade morava a 800 milhas daqui, sim, eu sabia, era uma andorinha, voava, feliz e pura... Eu andava pelos trêns por ai, desnumbrando morros e verdes. A andorinha sorria, sorrio também, um dedo de prosa pra variar, um bom leite, café? Quem sabe... A felicidade supria a fome, não entendia toda esta furtividade da vida que se falava, pra mim o tempo era único, os dias poderia ser longos, ás vezes tão curtos que dava vontade de voltar. Tudo era livre, eu, nem tanto, mas a andorinha deu a voar, foi por caminhos que nem o vento sabe. Nisto, o verde se foi, tudo se tornou cinza, já não lembrava mais dos morros, tudo era sangue, sim, alma... Talvez tenha demorado a perceber, já não respirava, tudo estava escurecendo, tudo... Já não havia ar... Estava afogado... Não sei ainda, se o sangue era meu, ou da andorinha... Andorinha, andorinha, por onde andas, o bocado de solidão, vosmercê, não podes me deixar á mercê... Talvez o Seu João soubesse... Talvez... Ela se FOI! Gritei, quase chorando, engoli tudo que havia alí, sangue dor... Voltei, já não havia mais nada, nem mesmo a andorinha, sabes lá, se o Abreu sabes onde ela está... Talvez eu deveria sonhar menos, talvez, a Andorinha volte, sim, ela virá. Não, não virá... Até eu acordar... até...


Jean Bispo

Alegoria das Flores

sábado, 22 de fevereiro de 2014





O discernimento da vida sempre foi e há de ser um grande mistério, sê lá, a vida o prelúdio da morte, será a morte mesmo mais longa que a vida? Seria a vida capaz se sentir o que se sente na morte? Rico, pobre e morto... Todos em pó. Quem sou eu em 7 bilhões? Quem sou eu nos astros, dentro do universo que não se mede, dentro de outro universo paralelo que se morre... Flores a terra... Terra e Flores...
Talvez para muitos, o outro vale mais que a vida... É bem lógico, se morre, e o ouro fica... Será que há algo aqui que não se corrompa? Que não se corroa? Será que é possível viver aqui? Medo de morrer? HAHAHA, tenho medo de viver, onde está a morte, tudo é eterno... Aqui pereço, e saem fagulhas de mim... Deixo pedaços meu pelo mundo... Quem é você? Será você, eu mesmo? O que você é? Humano, animal? Morte? Por onde ando, vejo gente feliz, gente triste, e gente morta... Sinto que sou os três, quem sou eu? Talvez sua alma esteja na minha... Talvez eu veja nos seus olhos a esperança... Dê rosas hoje, as de amanhã se afundam na terra, quem recebe não vê, não sente o cheiro... Nem mesmo o engano nisto...
Queria ser filosofo e criar a alegoria das flores, morra ou viva... Seja ou Não Seja. A vida não é a questão... A questão, é a morte, as flores, e o que se fez com elas... 



                                                   “Não me traga rosas quando eu estiver morto. Quando a Morte reivindicar a luz da minha fronte, nenhuma flor de vida me reanimar : ao invés, você pode me dar rosas agora!”
Thomas F. Healey

O passeio do poeta

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


Quem lembra do."poeta"? Sim aquele mesmo que escrevia com a alma, observando a face da morte sobre severos espectros mentais, que escrevia tais metáforas que nem ele conseguira entender, mas o que lhe houve para ter ficado tanto tempo sem dizer uma se quer palavra? Será talvez que suas próprias palavras o engoliram? Ou será que a morte teve a sua vez? Certeza é, que a morte deu um tempo em suas funções, não lhe tem agido muito ultimamente... Será por isso que o poeta deixou de escrever... Parafrasear é o que há... Bem pois, aguardemos o termino do passeio do nosso ilustríssimo amigo com sua fiel amiga a morte... E assim veremos o resultado disto...

Jéssica - Cap. III [Capítulo Especial]

domingo, 26 de janeiro de 2014

 Nota do autor, "prus meu leitor": Galerinha, creio que esse seja um dos melhores textos que escrevi, creio que não escrevi tão bem na parte do meio pro final, acho que por questões emocionais mesmo, e porque meu horário de trabalho (de escrever/ler) é de madrugada, e nem sempre cola fazer isso de madrugada, me desculpem se tiver algum erro, por favor me avisem logo para eu poder consertar, eu reli o texto, algo que não faço de costume, mas é uma ocasião especial, pelo que vi não tem erros, mas possa ser que brote algum do plano de fundo preto do blog, então já sabem, avisem. Andei pensando, acharia conveniente formular um futuro livro com alguns contos que escrevo aqui, e com outros novos claro, e esse certamente estaria, mas pra começo de conversa, o texto não seria esse, irei melhora-lo haha, ah para deixar vocês curiosos e emotivos, o texto é baseado em alguns fatos reais, boa leitura ;)




Cap. III
Jéssica


Já era noite, quando ele sentou-se na poltrona e passou a pensar... A luz do luar atravessava a janela e diminuía o breu daquele lugar. Mas ali sentado, tomando um velho e bom whisky que ganhara de seu avó em seu 20°aniversário, começara lembrar-se de uma história, não tão velha, mas que já daria oportunidade  ao tempo de corroê-la.
Era 15 de abril de 2000, desde lá foram bons longos anos, mas tudo parecia que foi ontem... Ele estudava numa escola que ficava há uns vinte minutos de sua casa, até que era um garoto empenhado, mas sempre abismado com o que o futuro haveria de vir, não era de ter muitos amigos, uns cinco lhe bastava, Leo era o mais próximo, mas a Jéssica era sua companheira fiel de várias aventuras, até cinco anos antes daquela data, que foi quando ela descobriu um perigos câncer nos ossos da perna, desde lá, além da idade, isso foi mais um infeliz motivo para separar os dois velhos amigos de infância, na verdade separar diariamente, pois ele sempre a visitara em sua casa, um dos poucos amigos que lhe restara, na verdade, era praticamente o único.
Jéssica sempre foi uma garota feliz, e foi durante aqueles cinco anos também, amava ler, avaliando bem, ler era praticamente uma das únicas coisas que ela fazia, e mesmo assim parecia a fazer mais viva. Seu quarto era praticamente uma biblioteca, e seu fiel amigo contribuía significativamente com isso, sempre que podia levava um livro para ela, isso lhe dava tanto prazer quanto ver o sorriso encantador que formava no rosto dela quando o via. Mas certo dia ele deparou com um pedido inusitado da parte dela:
- Posso te pedir um favor?
- Claro! - respondeu ele.
- Teria como você comprar pra mim um caderno em branco?
- Posso sim, mas porquê mais um? Não entendo, você tem vários, até um diário que você nunca escreveu tem por aí entre os livros.- respondeu ele.
- Ah, é uma surpresa, esse é especial, e com certeza não vai ficar em branco. - Disse ela rindo.
-Então tudo bem, amanhã peço para minha mãe trazer, ah, estou indo ainda tenho que estudar para amanhã, outro dia passo aqui com mais tempo O.k.?
- Tudo bem, estarei esperando. Tchau.
Depois deste episódio ele sempre se perguntou o porque daquele caderno, o pai dela certamente não lhe negaria algo do tipo, mas ela preferiu pedir a ele, mas ele sabia que um dia iria saber.
O tempo foi passando e ele praticamente haveria se esquecido daquele caderno, mas para ele isso não importava muito, ah saúde da Jéssica foi piorando aos poucos, ainda não haveria encontrado cura, os tratamentos eram caros e torturantes, mas a tristeza não residia naquele rosto cansado e envelhecido pelas várias seções de radioterapia e quimioterapia. Aquele sorriso encantador ainda estava lá, creio que qualquer um leitor que pudesse contemplar aquele sorriso jamais esqueceria, como ele nunca esqueceu, mesmo com o tempo curto e as várias responsabilidades o apertando ele nunca a deixara de visitar, estava ali com ela para afagar-lhe as dores, para ele aquela amizade significara tudo, como qualquer amizade, onde o amor é verdadeiro e é maior que tudo, era capaz dele querer estar no lugar dela e poupa-la de tamanho sofrimento, mas sabemos que não era possível. Só que mesmo assim ele sofria com ela, ria com ela.
Certo dia, em uma de suas visitas, ela falou:
- Tenho uma surpresa pra você, mas não posso lhe dar hoje, mandarei amanhã pra você, espero que goste.
- Ah, assim vai me matar de curiosidade até amanhã! Bem, meu pai me aguarda, prometi a ele que iria o ajudar no trabalho hoje, talvez essa semana ainda passe aqui. Até mais Jéssica.
- Adeus meu amigo. - respondeu ela, com o sorriso mais radiante que ele já vira, então ele virou-se e foi em direção a saída tentando imaginar no que seria a surpresa.
O dia se passara e ele não chegou nem se quer perto a imaginar o que seria, mas sendo acaso ou não iremos ao dia em questão, 15 de abril de 2000, dia seguinte a aquele... Mais parecia um dia normal, ele acordara em seu horário de costume e foi se arrumar para ir ao colégio. Enquanto se tomava seu café da manhã sua mãe chegou com uma cara tão triste que ele quase a pergunta qual seria o motivo, mas imaginou ele que seria por causa de seu avô doente, preferiu não tocar no assunto para não a deixar pior, ele não era tão bom com as palavras. Mas na verdade o motivo ele não imaginara, sua mãe o entregou uma carta caixa e falou:
- A mãe da Jéssica passou hoje mais cedo e deixou isso aqui, disse que era pra você, acho bom abrir, não tenha pressa.
-Tá bom mãe. - respondeu ele pegando a caixa, e tentando imaginar o por que a surpresa chegara tão cedo. Não ficando em pensamentos, parou de comer e deteve-se em abrir a caixa, o que lhe lhe trouxe realmente uma surpresa, mas não tão grande quanto a que haveria por vir. Na caixa havia o caderno que ele a entregara alguns anos atrás, e uma carta... Por principio de curiosidade abriu logo a carta e se deparou com estas palavras:
" Meu caro amigo, se você estiver lendo esta carta é porque você não poderá mais me ver, mas não quero que fique triste por isso, agora não sinto mais dores, agora estou livre do que me prendia... Posso estar longe de você mais você sempre poderá me ouvir, não chore muito, sei que a saudade dói é por isso que escrevi esta carta antes de partir, para que você saiba o quanto você foi especial para mim, e sempre será, para você deixo toda a minha biblioteca, para que quando ler um livro se torne tão livre quanto fui, e mais, deixo algo que lhe prometi, "a surpresa", sei que demorou, mas preparei para este momento, naquele caderno que você me deu, eu escrevi um livro, só que o livro está incompleto, e você é o único que sabe o final, ou saberá quando ler, e como ultimo pedido, peço que prometa que terminará o livro e o publicará. Não se preocupe, eu estarei cuidado de você. Até mais, te amo de todo o meu coração, de sua eterna amiga, Jéssica."
Naquele momento, o nosso querido garoto chorava, chorava como se estivesse sendo morto... Mas na verdade estava, passara umas duas semanas praticamente chorando, tão abatido que nem o livro que lhe fora deixado haveria lido, tão abatido que queria reviver o que William Shakespeare havia criado, já achava ele a história de Romeu e Julieta algo tão plausível que se tornava algo distante das estórias mirabolantes e ilusórias do romantismo, assim como queria antes, agora queria ele morrer e acabar com aquele sofrimento, queria ele morrer no lugar dela... A vida era tão injusta... A vida é injusta... Mas aquilo haveria de passar, afinal, a Jéssica agora era uma alma livre... Ele deveria ficar feliz por aquilo mesmo que isto signifique perder horas de gargalhadas, e perder aquele lindo sorriso, logo ele compreendeu o que se passara.

O Ultimo Horizonte

quinta-feira, 27 de junho de 2013



Chorei, gritei... Desesperadamente
Brilhava no Céu a ultima estrela do dia,
o sol já despertava no Leste,
ah... ventos frios do Sul...
Agitava-se o delirante mar,
lá longe um Naufrago...
Apossei-me da minha espada,
me vestia para a ultima guerra...
ia eu para o ultimo dia...
O Dia..




Jean Bispo

(In)Sensatez

quarta-feira, 26 de junho de 2013




Escutava meu pulmão chorar,
ouvia meu respirar fundo da minh'alma
Eclodia na rua a insensatez....
explosões!
Matava-me a mim mesmo o descuido e a cegueira,
chora os olhos...
espirito gritante...
alma sofrente,
calada da noite e a insensatez ainda pairava.
Minha mente não pensava mais como antes,
que esponjosa, salvei-me pela lucidez...
Lucia em algum lugar por aí...
Salvava-me por sobreviver,
não ter me permitido morrer assim,
assim...
Tão sensato de insensatez...
enxergando a cegueira da minha vez...
Morte pairava no ar,
mais uma vez...


                                                                                                                              Jean Bispo

Desabafo do Louco

terça-feira, 21 de maio de 2013

É pelo constante uso da imaginação que a loucura vem a tona, a realidade perde a saturação... Cor? Onde... nas propagandas e nos letreiros? A vá? Tudo é lógico, não vês que tu tens uma síndrome? Não vês que tu és louco? Não vês que este solo está cheio de sangue derramado? Ah não... não vê... Vê apenas um gélido corpo... Anunciando a praga prevista... Vê apenas a morte se multiplicando em esquinas... Na verdade... você vê isso?
A miséria vota em sua própria miséria... Ô infelicidade é a cegueira... não nos deixa ver um palmo a nossa frente... ô Breu da morte... Ranca-lhe o coração e lança-te, mais cego ele é do que a ti... Corre... Chora...
Vai! Grita! Quem te ouve?

Não, Não... você que leu isso tudo esqueça... Louco sou eu... devo ver de mais, ou não ver nada...
Amor? que isso? quem sabe o que é isso?
Vai! inventa coisas, coisas que não existem.... Inventa o que não é... pra ser e o não ser... ser a questão...
Vai logo... entrarei em meu guarda-roupa... Nárnia me aguarda, entrarei na minha Batcaverna e irei voando na Mark 43...

Metanoia

quinta-feira, 11 de abril de 2013


E o que for vazio se torne cheio
e o que for escuro se torne claro,
porém,
o que for cheio se torne vazio
e o que for claro se torne escuro...

Visões

domingo, 24 de março de 2013



Vejo gente morta
Vejo gente morrendo,
Vejo a vida indo em bora,

Vejo sangue,
Vejo o mar vermelho de ira,
Não vejo mais o sol,
Vejo apenas escuridão,
A lua se foi,
Estrelas morrem...

Vejo a morte,
Caminhando entre os prédios,
em florestas,
Florestas cinzas de loucura,
E o céu é sempre negro,
é o fim da vida,
é o fim de tudo...


Jean Bispo

O Eu-lírico

sábado, 23 de março de 2013




Não estranhem se futuramente se depararem com a minha pessoa calada e pouco expressiva, percebo que estou caminhando para algo parecido, acho mais por uma opção... Creio eu que temos dois "eu's" um é o interior é o nosso próprio eu, é como somos para nós mesmos, o outro é como nós somos para as pessoas, é como somos para o mundo exterior, é bastante complexo, mas faz um pouco de sentido... Bem, meu "eu" interior é meio solitário, me faz gostar de silêncio interior... Talvez achem que se eu estiver neste estado, eu serei frio, insensato e sem sentimento... Mas na verdade é muito ao contrário... é neste momento que realmente estou em erupção... ahhh, é quando eu me sinto bem... é quando a mente voa pelos ares, em hora pra voltar...

Na verdade, este é meu eu-lírico, é chato... mas dizem que é legal ...



Jean Bispo

A espada...

domingo, 17 de março de 2013




Lá estava eu, 
vestido de armadura,
pronto para a guerra,
sem medo...
Até que um dia
a dor me fez cair,
onde minha fraqueza apunhalava meu peito
baixei a espada,
assim
silenciosamente,
matei a loucura,
sanidade já era...
fiz voltar ao principio...
...
Mas lá estava eu novamente,
caminhado...
para onde
ainda não vejo...
Lutando bravamente,
carregando apenas uma espada,
apenas uma espada....


Jean Bispo

Ventania do Sul

quarta-feira, 13 de março de 2013


Nuvens que vem do céu,
do Leste e do Oeste,
Ventos frios que vem do Norte,
trazendo a quase incerteza da vida...
e do Sul?
Do sul vem a luz,
não sei se é de vida
ou o disfarce da morte,
vejo algumas almas perdidas,
gritando por socorro,
leves brisas,
 arrepiantes do Sul...




Jean Bispo

"Seres Humanos"

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Loucos e Hipócritas...
Descontrole em busca do poder...
Insanidade em busca do nada...
Em Desgraças se lamentarão...
Em sua misera alma morrerão...
E por misericordia. implorarão...
Em prantos e dores...
Como disse o Herói,
ali Haverá choro e ranger de dentes...

O Louco, a Alma e a Guerra

sábado, 22 de setembro de 2012

Fonte: http://arquivoverdade.blogspot.com.br/
  Instigante é o ser humano que utiliza seus meios loucos e insanos, de um sentimento descontrolado, cego e de fio afiado. Louco do ser que vide de sentimentos, deste duvido que sua vida será longa, a loucura será tão frequente que será um transtorno, por este é bem provável que acarretará em uma morte. Estes também são os loucos que querem subir a um prédio num pulo, loucos estes que sempre acham que estão certos, e sempre dizem: "Você não sabe é de nada", estes que duvidam até mesmo daquilo que um dia tinham plena convicção racional. Aos que convivem ao lado destes loucos que se cuide, que ache seu único caminho, a solução disto, que tire as vendas destes cegos ou que se distancie...

Não sei o que heis da alma, que nos leva a perdição, que algumas vezes nos derrama sangue, poderia a chamar de maldita, mas há algo de bom nela, por exemplo, a piedade que vos aplico agora, porém prefiro manter-me distante, pois não sei se nesta inimizade invisível há equilíbrio... Em meio ao silêncio encontrei minha Paz, ou o início da Guerra sem fim...

"Quem tem ouvidos Ouça" Mt 13:9, foi o que disse Jesus,

Enquanto ao que escrevo e digo, "que tenhas capacidade de compreender profundas metáforas, e infinitos raciocínios"

Eu Aprendi... [2]

sexta-feira, 24 de agosto de 2012



Eu Aprendi,
que a melhor sala de aula do mundo
está aos pés de uma pessoa mais velha; 


Eu Aprendi,
que ser gentil é mais importante do que estar certo; 


Eu Aprendi,
que eu sempre posso fazer uma prece por alguém
quando não tenho a força para
ajudá-lo de alguma outra forma; 


Eu Aprendi,
que não importa quanta seriedade a vida exija de você,
cada um de nós precisa de um amigo
brincalhão para se divertir junto;


Eu Aprendi,
que algumas vezes tudo o que precisamos
é de uma mão para segurar
e um coração para nos entender; 


Eu Aprendi,
que deveríamos ser gratos a Deus
por não nos dar tudo que lhe pedimos; 

Eu Aprendi,
que dinheiro não compra "classe"; 

Eu Aprendi,
que são os pequenos acontecimentos
diários que tornam a vida espetacular; 

Eu Aprendi,
que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa 
que deseja ser apreciada,
compreendida e amada; 

Eu Aprendi,
que Deus não fez tudo num só dia;
o que me faz pensar que eu possa? 

Eu Aprendi,
que ignorar os fatos não os altera; 

Eu Aprendi,
que o AMOR, e não o TEMPO,
é que cura todas as feridas; 

Eu Aprendi,
que cada pessoa que a gente conhece
deve ser saudada com um sorriso; 

Eu Aprendi,
que ninguém é perfeito
até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu Aprendi,
que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; 

Eu Aprendi,
que as oportunidades nunca são perdidas; 
alguém vai aproveitar as que você perdeu. 

Eu Aprendi,
que quando o ancoradouro se torna amargo 
a felicidade vai aportar em outro lugar; 

Eu Aprendi,
que devemos sempre ter palavras doces e gentis 
pois amanhã talvez tenhamos que engolí-las; 

Eu Aprendi,
que um sorriso é a maneira mais barata
de melhorar sua aparência; 

Eu Aprendi,
que todos querem viver no topo da montanha,
mas toda felicidade e crescimento
ocorre quando você esta escalando-a; 

Eu Aprendi,
Que quanto menos tempo tenho,
mais coisas consigo fazer.


Willian Shakespeare

Subjetividade e mais

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Sou subjetivo, porque tudo é incerto
tenho objetivos porque mesmo incertos pontos fixos existem
Sou subjetivo porque a mente humana é incerta
temos a incerteza de que temos controle total
Sou subjetivo, porque diretamente doe, fere e machuca...
Não sou objetivo porque nenhum ser desta terra atingiu a perfeição
A alma destroça nosso corpo
O que são sentimentos? O que é Força? O Que são Palavras?
Quem tens a certeza de que tudo isso é real?
De galáxias inalcançáveis e 'inescobertas', não saímos desde misero planeta, onde pessoas querem ser objetivas mas se perdem no caminho, Sou subjetivo, porque mesmo que difícil e dolorido eu crio meus caminhos em meio a escuridão e busco a luz, mesmo sem ver, mesmo sem tocar...

O ultimato

terça-feira, 27 de março de 2012

 



"....  E foi quando lhe veio a mente uma palavra, que seria o nome de uma canção, que nem se quer possuía um verso, a palavra descrevia o seu momento alguns dias após, parecendo algo premeditado... Seu olhar demonstrava angustia, teus movimentos expressavam fraqueza, observando o céu, e em meio a varias nuvens negras ao anoitecer brilhava apenas uma estrela nem mesmo a lua deu o ar da sua graça, varias palavras lhe viria a mente porém só uma explicava tudo, era o nome da canção de versos vazios, de ideias e pensamentos dispersos e desorganizados, tudo passaria mais lento, já não estaria em consciência sã, tua loucura que acompanhava sua genialidade oculta, parecia uma doença, que apenas o tempo irá curar, tua memoria relembrava frases ditas e escritas antes, relembrava teus erros, enquanto o teu ódio crescia, sentimento sem nome, nem sua imensa força controlava isso, apenas não o deixava sobressai ..."


Galerinha, ainda não comecei, mas tenho em planos criar um conto a partir deste texto meu... Quero que fique claro,  que este texto não tem nada haver com a realidade de alguém, existem coisas que não são 'racionais', coisas que não são logicas, mas faz parte de um texto ou uma história fictícia. 



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A beleza Também é relativa

segunda-feira, 26 de março de 2012

Então no carro Estavam o Casal no meio da noite... felizes depois de meses de casados, então o marido pergunta a sua mulher:
 Me diga, Porque Você tem que ser tão linda assim?
 Então ela responde: Dizem que Meu sorriso é Lindo, e você é quem me faz sorrir a todo momento.


Jean Bispo

A tragédia de Hamlet - Ato III, Cena I - William Shakespeare

sexta-feira, 23 de março de 2012


 

"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir... é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação. (...)"

William Shakespeare - O cara do romantismo
Pensamentos Irreais