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Tudo

domingo, 28 de agosto de 2022

 


Conte-me sobre as estrelas que deixaram de brilhar

Sobre os astros que vagam pelo espaço sem destino,

Dos mundos solitários e frios que são eternos

Da vida que sobrepuja a lógica em milhares de anos luz

Da ínfima poeira que é artista e de longe brilha

Daquilo que silencia os físicos

Dos quasares que pulsam como coração

Do silêncio eterno da vida

Da insignificância pequena do ser

Venha, sente ao meu lado e conte-me tudo.

Mar

segunda-feira, 11 de julho de 2022


A sordidez do mar questionando meu destino,

balança meu barco do presente.

Velas abertas e o vento repentino,

sussurrando para um coração ausente.

Onde está minha âncora? 
Me perdi na objeção desse mar. 

Dança

segunda-feira, 8 de novembro de 2021



Quero te ver,
quero te abraçar.
Quero sua cabeça em meu ombro,
quero dançar contigo na chuva,
quero ao som dos anos 50,
quero que o tempo pare.

Quer te ver, 
te abraçar de novo, 
quero continuar dançando,
até que a vida pare,
quero dançar,
quero você.

Outro tempo

sábado, 13 de março de 2021



O tempo é infindo,
inerte, propositivo, 
é o passado, é o presente, 
é o que está vindo.

O tempo é tudo, 
substrato, apocalíptico, 
é caótico, é pacífico, 
é infantil, mas mudo. 

O tempo é nada, 
perfeito, imperfeito, 
é o riso, é o choro, 
é a realidade e a fada 

O tempo voou, 
é, esteve, 
é o nunca, é o impossível, 
o tempo é o que estou. 
Eu sou o tempo.

Ar

terça-feira, 13 de agosto de 2019



Estou onde a chuva possa me molhar,
Estou onde finda o dia
Estou onde calhar,
Estou onde quero
Estou pelo ar,
Estou em mil pedaços por aí,
Estou a te encontrar

Flor

domingo, 14 de abril de 2019



Fala flor, 
do que machuca por dentro, 
do que sangra a alma.

Fala dor,
do som que destoa, 
da sina que desalma.

Fala Senhor,
da lágrima que atina,
do detalhe que agalma.

Fala ardor,
do fogo que não apaga,
do vestido que é xalma.

Fala doutor,
da vida que me resta,
de tudo que me desalma.

Fala amor,
do dia que já foi,
e do mar que acalma. 

Olhar

domingo, 16 de dezembro de 2018



Encontrei no sorriso do teu olhar, 
a paz da/na solidão. 

Encontrei um delicado brio, 
que se desnorteia.

 Encontrei a ternura,
 um orvalho na oliveira. 

Encontrei uma flor,
a cor que lisonjeia.

...

Achavas eu, 
que poderias encontrar o coração,

pois.

Acho eu,
que um dia perderei o sorriso,
mas saibas que eu, 
jamais esquecerei do teu olhar.

Do viver

segunda-feira, 17 de setembro de 2018


É dor do desespero
Do afago
Do apego
É dor da agonia
Do abraço
Da euforia
É dor do abismo
Do amor
Do sentimentalismo
É dor da despedida
Do acolher
Do florescer
É dor da dor
Da alma
Do amor

Espelho

terça-feira, 17 de julho de 2018



Olhe no espelho:
As cicatrizes,
O sangue,
O rio morto,
A dor,
O fétido sabor
Da desumana paz:
Há pais.

A Dor

sexta-feira, 29 de junho de 2018


O ressonante ardor:
do sentimento que mata,
do amor desconhecido,
da ferida aberta,
de ser sem ser percebido.

A dissonância da flor:
do abismo vulgar,
da esperança de vida,
da importância do ter,
da importância do não importar,

A personificação da dor.

O Amor

segunda-feira, 18 de junho de 2018


O amor é sublime a todas as paixões,
superior a todo medo,
meticulosamente transcendente.
É a mais perfeita razão,
etéreo em eternidade,
O Eterno:
Amor não se sente,
se vive.

Quando o poema mata o poeta

quarta-feira, 4 de abril de 2018


O poema dizia
Se iria, faria ou retornaria
Não obstante, se ouviria
Tudo estava tão perto
O afeto, correto, incerto
Tão distante, mas aberto
O poeta sempre a contrapôr
 A flor, a dor, o amor
É brilhante, onde recompôr

O poeta dizia
 A morte, o escárnio e o resplendor
O mundo, a morte e o rancor
A vida, o corte, e o terror

A vida dizia
Águas densas onde se afogam a dor
Ou se nada, ou mergulha em dessabor
A chama que arde é a que mata
E morrendo o poeta se esconde o amor
Escrevendo, a vi
da numa ata

Porta

quarta-feira, 28 de março de 2018




Feia e torta,
são palavras,
espada que corta.
Primeira página
é só bater na porta.

Lágrimas

quarta-feira, 14 de março de 2018




O que seria a dor perto do que sinto?
Morte com grande afinco?
Um turbilhão de sentimentos,
desfaleço, esmoreço
desacredito dos meus feitos
e é lá pelas montanhas que adormeço.
Onde a dor não tem vez,
onde nada acaba,
onde tudo é irrelevante,
inclusive,
minha pequenez.

As Estrelas

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018




Estrelas não morrem,
apesar dos meus quasares,
brilham e transcorrem.
Apesar do céu nebular,
do colapso e o singular
preferi eu,
ser, 
um pulsar

O Sol

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018



Melancólico som dos pássaros cantando
Onde habitam e vivem almas dançando
Talvez Hélio tivesse outro fim
Se eu pudesse cantar assim
Se imaginei o que quiz
Ou a música que diz
Se fiz ou fez
Voz e vez

O espaço

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018



Escuro, longilíneo, indomável limite
Sabotador, sublime simbionte
Próximo, vazio e distante
Ausência, fuga e solidão
Cruel: silêncio devastador
Outrora, tempo...


Caminho

quarta-feira, 28 de maio de 2014



Caminhava eu,
eu caminhava,
não via eu,
que caminha
no lugar que era seu.



Jean Bispo

Palavreando versos rimáticos

terça-feira, 25 de março de 2014



Mistério é como rimar a rima
escrevendo parecido
com que tem em cima, 
saber rimar não sei,
mas só por isso escrevo:
ei.
Nem todo poeta sabe rimar,
muito menos escrever,
o que ele sabe mesmo, 
é compreender.





Jean Bispo

Filho do Sertão

terça-feira, 21 de janeiro de 2014


Sou cabra da peste,
sou filho do sertão,
há quem negue seu passado,
mas tenho orgulho
de ter sangue de gente arrretado
mas quem dera o ser eu um sertanejo
escrever poesias no luar,
nos libertar dos cabrestos,
há uma coisa que quero, 
ser tão forte quanto os sertanejos.
Pensamentos Irreais