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Só para constar que...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014



Só para constar que ainda respiro, talvez sobreviva e continue enxergando mal a noite. Vim aqui só para compartilhar esse momento trucidador, talvez, seja até porque eu gosto um pouco de auto-exilar-me. Ás vezes me sinto tão anormal neste planeta, que sinto meu corpo faltando algo, talvez mais dois braços, ou até um par de asas. Mas se quer saber mesmo, me sinto velho, mesmo na flor da juventude estou velho, talvez já tenha até morrido, e simplesmente esqueceram de me enterrar. Não sou mais o mesmo, nunca fui, talvez me arrependesse de certas coisas, não choro, já chorei, mas chorar não é arrepender-se, só lamento mesmo os dias em qual eu servi meu coração defumado, cercado de caviar, num molho especial, acompanhando de um malbec argentino. Sim, depois destes dias, escrever tem sido tão difícil quanto "respirar".


"O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade de escrever."
Thomas Mann

Andorinha

domingo, 20 de abril de 2014




A felicidade morava a 800 milhas daqui, sim, eu sabia, era uma andorinha, voava, feliz e pura... Eu andava pelos trêns por ai, desnumbrando morros e verdes. A andorinha sorria, sorrio também, um dedo de prosa pra variar, um bom leite, café? Quem sabe... A felicidade supria a fome, não entendia toda esta furtividade da vida que se falava, pra mim o tempo era único, os dias poderia ser longos, ás vezes tão curtos que dava vontade de voltar. Tudo era livre, eu, nem tanto, mas a andorinha deu a voar, foi por caminhos que nem o vento sabe. Nisto, o verde se foi, tudo se tornou cinza, já não lembrava mais dos morros, tudo era sangue, sim, alma... Talvez tenha demorado a perceber, já não respirava, tudo estava escurecendo, tudo... Já não havia ar... Estava afogado... Não sei ainda, se o sangue era meu, ou da andorinha... Andorinha, andorinha, por onde andas, o bocado de solidão, vosmercê, não podes me deixar á mercê... Talvez o Seu João soubesse... Talvez... Ela se FOI! Gritei, quase chorando, engoli tudo que havia alí, sangue dor... Voltei, já não havia mais nada, nem mesmo a andorinha, sabes lá, se o Abreu sabes onde ela está... Talvez eu deveria sonhar menos, talvez, a Andorinha volte, sim, ela virá. Não, não virá... Até eu acordar... até...


Jean Bispo

Alegoria das Flores

sábado, 22 de fevereiro de 2014





O discernimento da vida sempre foi e há de ser um grande mistério, sê lá, a vida o prelúdio da morte, será a morte mesmo mais longa que a vida? Seria a vida capaz se sentir o que se sente na morte? Rico, pobre e morto... Todos em pó. Quem sou eu em 7 bilhões? Quem sou eu nos astros, dentro do universo que não se mede, dentro de outro universo paralelo que se morre... Flores a terra... Terra e Flores...
Talvez para muitos, o outro vale mais que a vida... É bem lógico, se morre, e o ouro fica... Será que há algo aqui que não se corrompa? Que não se corroa? Será que é possível viver aqui? Medo de morrer? HAHAHA, tenho medo de viver, onde está a morte, tudo é eterno... Aqui pereço, e saem fagulhas de mim... Deixo pedaços meu pelo mundo... Quem é você? Será você, eu mesmo? O que você é? Humano, animal? Morte? Por onde ando, vejo gente feliz, gente triste, e gente morta... Sinto que sou os três, quem sou eu? Talvez sua alma esteja na minha... Talvez eu veja nos seus olhos a esperança... Dê rosas hoje, as de amanhã se afundam na terra, quem recebe não vê, não sente o cheiro... Nem mesmo o engano nisto...
Queria ser filosofo e criar a alegoria das flores, morra ou viva... Seja ou Não Seja. A vida não é a questão... A questão, é a morte, as flores, e o que se fez com elas... 



                                                   “Não me traga rosas quando eu estiver morto. Quando a Morte reivindicar a luz da minha fronte, nenhuma flor de vida me reanimar : ao invés, você pode me dar rosas agora!”
Thomas F. Healey

Meu Ser Evaporei na Luta Insana { Bocage, in 'Rimas' }

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014


Meu ser evaporei na luta insana
Do tropel de paixões que me arrastava:
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quasi imortal a essência humana!

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua origem dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos

Deus, ó Deus!... quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

O passeio do poeta

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


Quem lembra do."poeta"? Sim aquele mesmo que escrevia com a alma, observando a face da morte sobre severos espectros mentais, que escrevia tais metáforas que nem ele conseguira entender, mas o que lhe houve para ter ficado tanto tempo sem dizer uma se quer palavra? Será talvez que suas próprias palavras o engoliram? Ou será que a morte teve a sua vez? Certeza é, que a morte deu um tempo em suas funções, não lhe tem agido muito ultimamente... Será por isso que o poeta deixou de escrever... Parafrasear é o que há... Bem pois, aguardemos o termino do passeio do nosso ilustríssimo amigo com sua fiel amiga a morte... E assim veremos o resultado disto...

Jéssica - Cap. III [Capítulo Especial]

domingo, 26 de janeiro de 2014

 Nota do autor, "prus meu leitor": Galerinha, creio que esse seja um dos melhores textos que escrevi, creio que não escrevi tão bem na parte do meio pro final, acho que por questões emocionais mesmo, e porque meu horário de trabalho (de escrever/ler) é de madrugada, e nem sempre cola fazer isso de madrugada, me desculpem se tiver algum erro, por favor me avisem logo para eu poder consertar, eu reli o texto, algo que não faço de costume, mas é uma ocasião especial, pelo que vi não tem erros, mas possa ser que brote algum do plano de fundo preto do blog, então já sabem, avisem. Andei pensando, acharia conveniente formular um futuro livro com alguns contos que escrevo aqui, e com outros novos claro, e esse certamente estaria, mas pra começo de conversa, o texto não seria esse, irei melhora-lo haha, ah para deixar vocês curiosos e emotivos, o texto é baseado em alguns fatos reais, boa leitura ;)




Cap. III
Jéssica


Já era noite, quando ele sentou-se na poltrona e passou a pensar... A luz do luar atravessava a janela e diminuía o breu daquele lugar. Mas ali sentado, tomando um velho e bom whisky que ganhara de seu avó em seu 20°aniversário, começara lembrar-se de uma história, não tão velha, mas que já daria oportunidade  ao tempo de corroê-la.
Era 15 de abril de 2000, desde lá foram bons longos anos, mas tudo parecia que foi ontem... Ele estudava numa escola que ficava há uns vinte minutos de sua casa, até que era um garoto empenhado, mas sempre abismado com o que o futuro haveria de vir, não era de ter muitos amigos, uns cinco lhe bastava, Leo era o mais próximo, mas a Jéssica era sua companheira fiel de várias aventuras, até cinco anos antes daquela data, que foi quando ela descobriu um perigos câncer nos ossos da perna, desde lá, além da idade, isso foi mais um infeliz motivo para separar os dois velhos amigos de infância, na verdade separar diariamente, pois ele sempre a visitara em sua casa, um dos poucos amigos que lhe restara, na verdade, era praticamente o único.
Jéssica sempre foi uma garota feliz, e foi durante aqueles cinco anos também, amava ler, avaliando bem, ler era praticamente uma das únicas coisas que ela fazia, e mesmo assim parecia a fazer mais viva. Seu quarto era praticamente uma biblioteca, e seu fiel amigo contribuía significativamente com isso, sempre que podia levava um livro para ela, isso lhe dava tanto prazer quanto ver o sorriso encantador que formava no rosto dela quando o via. Mas certo dia ele deparou com um pedido inusitado da parte dela:
- Posso te pedir um favor?
- Claro! - respondeu ele.
- Teria como você comprar pra mim um caderno em branco?
- Posso sim, mas porquê mais um? Não entendo, você tem vários, até um diário que você nunca escreveu tem por aí entre os livros.- respondeu ele.
- Ah, é uma surpresa, esse é especial, e com certeza não vai ficar em branco. - Disse ela rindo.
-Então tudo bem, amanhã peço para minha mãe trazer, ah, estou indo ainda tenho que estudar para amanhã, outro dia passo aqui com mais tempo O.k.?
- Tudo bem, estarei esperando. Tchau.
Depois deste episódio ele sempre se perguntou o porque daquele caderno, o pai dela certamente não lhe negaria algo do tipo, mas ela preferiu pedir a ele, mas ele sabia que um dia iria saber.
O tempo foi passando e ele praticamente haveria se esquecido daquele caderno, mas para ele isso não importava muito, ah saúde da Jéssica foi piorando aos poucos, ainda não haveria encontrado cura, os tratamentos eram caros e torturantes, mas a tristeza não residia naquele rosto cansado e envelhecido pelas várias seções de radioterapia e quimioterapia. Aquele sorriso encantador ainda estava lá, creio que qualquer um leitor que pudesse contemplar aquele sorriso jamais esqueceria, como ele nunca esqueceu, mesmo com o tempo curto e as várias responsabilidades o apertando ele nunca a deixara de visitar, estava ali com ela para afagar-lhe as dores, para ele aquela amizade significara tudo, como qualquer amizade, onde o amor é verdadeiro e é maior que tudo, era capaz dele querer estar no lugar dela e poupa-la de tamanho sofrimento, mas sabemos que não era possível. Só que mesmo assim ele sofria com ela, ria com ela.
Certo dia, em uma de suas visitas, ela falou:
- Tenho uma surpresa pra você, mas não posso lhe dar hoje, mandarei amanhã pra você, espero que goste.
- Ah, assim vai me matar de curiosidade até amanhã! Bem, meu pai me aguarda, prometi a ele que iria o ajudar no trabalho hoje, talvez essa semana ainda passe aqui. Até mais Jéssica.
- Adeus meu amigo. - respondeu ela, com o sorriso mais radiante que ele já vira, então ele virou-se e foi em direção a saída tentando imaginar no que seria a surpresa.
O dia se passara e ele não chegou nem se quer perto a imaginar o que seria, mas sendo acaso ou não iremos ao dia em questão, 15 de abril de 2000, dia seguinte a aquele... Mais parecia um dia normal, ele acordara em seu horário de costume e foi se arrumar para ir ao colégio. Enquanto se tomava seu café da manhã sua mãe chegou com uma cara tão triste que ele quase a pergunta qual seria o motivo, mas imaginou ele que seria por causa de seu avô doente, preferiu não tocar no assunto para não a deixar pior, ele não era tão bom com as palavras. Mas na verdade o motivo ele não imaginara, sua mãe o entregou uma carta caixa e falou:
- A mãe da Jéssica passou hoje mais cedo e deixou isso aqui, disse que era pra você, acho bom abrir, não tenha pressa.
-Tá bom mãe. - respondeu ele pegando a caixa, e tentando imaginar o por que a surpresa chegara tão cedo. Não ficando em pensamentos, parou de comer e deteve-se em abrir a caixa, o que lhe lhe trouxe realmente uma surpresa, mas não tão grande quanto a que haveria por vir. Na caixa havia o caderno que ele a entregara alguns anos atrás, e uma carta... Por principio de curiosidade abriu logo a carta e se deparou com estas palavras:
" Meu caro amigo, se você estiver lendo esta carta é porque você não poderá mais me ver, mas não quero que fique triste por isso, agora não sinto mais dores, agora estou livre do que me prendia... Posso estar longe de você mais você sempre poderá me ouvir, não chore muito, sei que a saudade dói é por isso que escrevi esta carta antes de partir, para que você saiba o quanto você foi especial para mim, e sempre será, para você deixo toda a minha biblioteca, para que quando ler um livro se torne tão livre quanto fui, e mais, deixo algo que lhe prometi, "a surpresa", sei que demorou, mas preparei para este momento, naquele caderno que você me deu, eu escrevi um livro, só que o livro está incompleto, e você é o único que sabe o final, ou saberá quando ler, e como ultimo pedido, peço que prometa que terminará o livro e o publicará. Não se preocupe, eu estarei cuidado de você. Até mais, te amo de todo o meu coração, de sua eterna amiga, Jéssica."
Naquele momento, o nosso querido garoto chorava, chorava como se estivesse sendo morto... Mas na verdade estava, passara umas duas semanas praticamente chorando, tão abatido que nem o livro que lhe fora deixado haveria lido, tão abatido que queria reviver o que William Shakespeare havia criado, já achava ele a história de Romeu e Julieta algo tão plausível que se tornava algo distante das estórias mirabolantes e ilusórias do romantismo, assim como queria antes, agora queria ele morrer e acabar com aquele sofrimento, queria ele morrer no lugar dela... A vida era tão injusta... A vida é injusta... Mas aquilo haveria de passar, afinal, a Jéssica agora era uma alma livre... Ele deveria ficar feliz por aquilo mesmo que isto signifique perder horas de gargalhadas, e perder aquele lindo sorriso, logo ele compreendeu o que se passara.

(In)Sensatez

quarta-feira, 26 de junho de 2013




Escutava meu pulmão chorar,
ouvia meu respirar fundo da minh'alma
Eclodia na rua a insensatez....
explosões!
Matava-me a mim mesmo o descuido e a cegueira,
chora os olhos...
espirito gritante...
alma sofrente,
calada da noite e a insensatez ainda pairava.
Minha mente não pensava mais como antes,
que esponjosa, salvei-me pela lucidez...
Lucia em algum lugar por aí...
Salvava-me por sobreviver,
não ter me permitido morrer assim,
assim...
Tão sensato de insensatez...
enxergando a cegueira da minha vez...
Morte pairava no ar,
mais uma vez...


                                                                                                                              Jean Bispo

Visões

domingo, 24 de março de 2013



Vejo gente morta
Vejo gente morrendo,
Vejo a vida indo em bora,

Vejo sangue,
Vejo o mar vermelho de ira,
Não vejo mais o sol,
Vejo apenas escuridão,
A lua se foi,
Estrelas morrem...

Vejo a morte,
Caminhando entre os prédios,
em florestas,
Florestas cinzas de loucura,
E o céu é sempre negro,
é o fim da vida,
é o fim de tudo...


Jean Bispo

A espada...

domingo, 17 de março de 2013




Lá estava eu, 
vestido de armadura,
pronto para a guerra,
sem medo...
Até que um dia
a dor me fez cair,
onde minha fraqueza apunhalava meu peito
baixei a espada,
assim
silenciosamente,
matei a loucura,
sanidade já era...
fiz voltar ao principio...
...
Mas lá estava eu novamente,
caminhado...
para onde
ainda não vejo...
Lutando bravamente,
carregando apenas uma espada,
apenas uma espada....


Jean Bispo

Ventania do Sul

quarta-feira, 13 de março de 2013


Nuvens que vem do céu,
do Leste e do Oeste,
Ventos frios que vem do Norte,
trazendo a quase incerteza da vida...
e do Sul?
Do sul vem a luz,
não sei se é de vida
ou o disfarce da morte,
vejo algumas almas perdidas,
gritando por socorro,
leves brisas,
 arrepiantes do Sul...




Jean Bispo

Eu viro Ator | Jovem Independência Filmes #01

sábado, 27 de outubro de 2012

Bem galera, Depois de uma tarde de gravações e uma semana de edições feitas pelo ilustríssimo Calebe Lopes (Pipoca Mecânica) no qual me inspirei a entrar no mundo dos Blogger's, ele que deixou de ser um Blogger para ser um Diretor de filmes lança mais uma de suas proesas, sendo o primeiro curta trash (Risos) o qual fui chamado para fazer o papel de morto (Galera que me ama Vibrando, uma cena que sempre quiseram ver, eu sei hehe'), além dos atores Raniel Gracia (pão) o ser de outro mundo, quem conhece sabe  e Thiago Andrade o grito sensacional...
Sem mais nem menos... O mostro Colecionador de olhos... Impriovisões a parte...


Metáforas... [01]

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Bem, começarei mais uma série, conjuntos ou capitulos de textos, frases, ou palavras metafóricas, é bom que entendam meu conceito de metafóras...

Segundo o wikipédia (não sei porque ainda uso isso) 
"Metafora: é a palavra ou expressão que produz sentidos figurados por meio de comparações implicitas."
Exemplos: "Amor é fogo que arde sem se ver"  Luis de Camões
Bem meu conceito não é muito diferente, só acrescentando... Metaforas para mim, é algo que tenha vários sentidos em uma única palavra, frase e etc., ou algo expresso, mas que está escondido nas entrelinhas de uma palavra... Bem irei começar... Nem todos entenderão exatamente o que eu realmente quis expressar, as essa é a lógica das metaforas... e por favor, não relacionem com fatos sobre mim, normalmente esses textos são coisas vagas na mente...

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"[...] Os cegos cravaram uma faca em meu peito, mas já estava morto, era inútil, então, começaram a se esfaqueiar loucamente, mesmo morto, as dores eram inevitáveis, não da faca em meu peito, mas sim, a cada golpe que desferiram a sí mesmo, o fato de estarem cegos, tira a culpa dos meus ferimentos sobre eles, porém, não os torna inocentes... Com alma morta, este tipo de dor já me é suportável por um tempo, porém, já estão perdidos no escuro o suficiente para enfrentar a verdade[...]"

"[...] Resurgi do Tartaro, o fogo surgiu em meu corpo... Fogo inexstiguivel [...]"
"[...] Sangue já foi derramado, se for preciso, o meu se esvairá[...]"



A Morte

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Google


A morte não tem cor,
a morte não tem cheiro,
a morte e invisível,
a morte é o vazio,
é a ausência,
ausência de vida,
a morte e fria
é a escuridão,
escuridão da noite,
a morte e o fim,
ou quase
a morte.
Pensamentos Irreais