Filho do Sertão

terça-feira, 21 de janeiro de 2014


Sou cabra da peste,
sou filho do sertão,
há quem negue seu passado,
mas tenho orgulho
de ter sangue de gente arrretado
mas quem dera o ser eu um sertanejo
escrever poesias no luar,
nos libertar dos cabrestos,
há uma coisa que quero, 
ser tão forte quanto os sertanejos.

Os outros - Cap. II

domingo, 19 de janeiro de 2014




Cap. II
Livre como areia.


  Era fim de tarde, e o sol já ia se despedindo enquanto ele caminhava na praia de Piatã com sua prancha debaixo de um dos braços, não parecia, mas surfar era uma das coisas que ele mais gostava de fazer... "sentir a brisa do mar" ... E seguindo caminhando pela areia branca e fofa da praia, seu momento de relaxamento deu-se por terminado e ele voltou aos seus insanos pensamentos... Diminuiu um pouco os passos e começou a sentir os grãos de areia debaixo dos pés...
  -Será que alguém fora louco suficiente para contar os grãos de areia de uma praia? - sussurrou ele para si mesmo e continuou em seus pensamentos: 
  "Seres Humanos são tão incontáveis como os grãos de areia... Mas o ser humano é louco em suas próprias instâncias... Contam a si mesmos como se isso fosse fazer diferença em suas atitudes... Se ao menos metade dessa gente toda conseguisse imaginar o quão grande é o universo, talvez eles perceberiam que são tão menos insignificantes, quanto a esses inertes grão de areia...  Na verdade os grãos de areia são melhores que os humanos... Um dia eles foram rochas enormes, mas preferiram ser livres e irem onde o vento os levarem... Mas os seres humanos são mais duros que rocha... Nem se quer se deixam rolar, e acham que por si próprio vão sair do lugar... Pobres coitados... Queria eu ser um grão de areia... Ser Livre... Ir onde der telha...".

Inspirações

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Segui teu rastro até onde pude, mas logo me perdi de você... Já não sabia mais onde estava... Te procurei pelos flancos, nos mares, entre as folhas amarelas do outono... Até o tal do Seu João e seu sabiá visitei...Mas onde está você? Expire, aspire, inspire... Fui nos lugares mais distantes nos lugares impossíveis, nos lugares intransitáveis... Mas ainda não te vir... Não creio que naquele dia, bem naquele dia que eu era feliz você me deixou aqui... Sem me dizer nem mesmo para onde iria, sumiu feito flecha... Mas ainda sim me darei conta, que na verdade, a verdadeira inspiração está dentro de mim... Fui inspirado... Preciso inspirar... Fazer... A-C-O-N-T-E-C-E-R, quem dera como foi com a minha inspiração terá eu que criar uma... Assim como eu... 

O sabiá

domingo, 12 de janeiro de 2014



E a chuva caia lá fora,
O sabiá cantava
Para a alegria de Seu João
Mas quem entendia o sabiá?
O Seu João entendia,
Não só entendia,
ele sabiá.





Jean Bispo

Os outros - Cap. I

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014




Cap. I
Prelúdio


Seu fôlego já ia embora depois daquela corrida, sabe-se lá se valeria a pena, mas teria que se recuperar para mais uma corrida entre vários obstáculos, seu alvo já se movia, aquilo já era desleal... Era tudo ou nada, respirou fundo e partiu, corria loucamente quase se esbarrando em uma senhora que caminhava em sentido oposto, já sentia o alívio ao se aproximar, 5 metros... 3 metros.... 2 metros... 1 metro... e então pulou, quase caindo com o peso da sua mochila tentou se equilibrar nas barras divisórias do ônibus, então suspirava e sussurrou:
- Finalmente! 
Aproximou-se da catraca, pagou sua passagem e entrou, não como de costume, mas naquele dia encontrou um lugar vazio, parece que a corrida lhe deu um prêmio. Sentou-se em um banco do corredor, ao seu lado tinha uma jovem que lia Sonhos de uma Noite de Verão de William Shakespeare. Então finalmente seu cérebro voltou ao normal, começou a pensar em sonhos... Para que se serve os sonhos, não são eles simplesmente ilusões... Ás vezes são até torturas mentais.. Não queria ele lembrar de seus sonhos frustrados, poderia ter ele culpa nisso se foram outros que destruíram suas esperanças? Ali ele já sentia raiva, ódio, tudo o machucava por dentro, já não queria estar ali, não queria ter corrido, queria estar por aí, sem lugar para ir, sem nada sentir, somente estar por aí... Mas neste mesmo instante lembrou ele: E aqueles outros que nem sabem o que é esperança? Morrem sem nem sentir, vida? Para que a vida se eles tem a sobrevida? Agora ele queria gritar... O mundo era complexo de mais para ele, ele era complexo para o mundo, mas quem era ele naquele mundo? Se ele morresse como tantos outros faria alguma diferença? Sabia que no outro dia teria alguns trabalhando e tantos outros curtindo a vida... Decidiu ele prosseguir, quem saiba alguém encontre os sonhos perdidos dele por aí... Quem saiba alguém nasça com alguma esperança...

Eterno ciclo

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014




Quem dera, eu evitar dizer isto... "Estou de volta", sempre repito... Sempre volto, como seria prazeroso as coisas boas da vida dizerem isso sempre... Ás vezes não dizem.. Ou pior, nem avisam que se vão... Passei 6 meses sem postar, 6 meses de (com) problemas, diria que é o acaso, mas são apenas as consequências, não nem por tão pouco o mesmo... Na verdade, mal lembro quem eu era... Chorei bem menos que o de costume... Cresci... Mas não pergunte o mesmo á minha alma... Ela chorará somente em lhe perguntar... Casos fatídicos lhe ocorreram, deveria vir aqui desabafar o que me ocorreu, mesmo que fosse pelas metáforas loucas que escrevo, mas preferi deixar minha mente num vício desenvolvido há uns tempos... Vicio de pensar e raciocinar... Deveria escrever... Mas não achei o tão suficiente, mesmo minha mente funcionando a base de poemas e versos vazios... Novos amigos apareceram...Outros se foram... Perder amigos não faz o meu gosto, lamento pelos quais a distância e o tempo o fez terminar... Queria lamentar pelos quais somente pelo vazio se obteve respostas, mas minh'alma apenas chora por não ver mais e não saber o porque... Nisso me transformei... Em um errante de estradas... Minha alma visitou a morte, visitou a vida, visitou pessoas, visitou algo que seriam pessoas, viu o egoísmo e voltou, voltou porque também foi egoísta... E voltou a chorar... Sim retornar aos que foram fiéis ás tempestades foi uma boa opção e hoje estou aqui, na memória, numa poltrona segurando uma taça de vinho argentino, no meio da escuridão, vestido como sempre quis estar vestido, desenvolvendo seu melhor dom..
Pensar... Esperando a noite passar, e o dia chegar, para ver se o sol aparecerá novamente... E assim fazer o que deveria ser feito... Triste dia, onde o poeta deixou de ser poeta e o guerreiro deixou de batalhar... Sentir a espada na mão é ótimo, mas é chegada a hora de usa-lá... Aqui estou... Afiando-a para a única e ultima batalha...


Feliz ano novo... Espero eu...
Pensamentos Irreais