A Dor

sexta-feira, 29 de junho de 2018


O ressonante ardor:
do sentimento que mata,
do amor desconhecido,
da ferida aberta,
de ser sem ser percebido.

A dissonância da flor:
do abismo vulgar,
da esperança de vida,
da importância do ter,
da importância do não importar,

A personificação da dor.

O Amor

segunda-feira, 18 de junho de 2018


O amor é sublime a todas as paixões,
superior a todo medo,
meticulosamente transcendente.
É a mais perfeita razão,
etéreo em eternidade,
O Eterno:
Amor não se sente,
se vive.

O Abismo

quinta-feira, 31 de maio de 2018



Carrego comigo as fendas da minha cruzada, a cruz da minh'alma.
Talvez seja erro sonhar de mais, o passado é tão distante quanto o presente inútil.
Fútil, sim! Vejo teus olhos nas estrelas que sigo. Mesmo sendo dia sei que estão lá. Acendem minh'alma quando preciso, é a perfeita distancia entre o sofismo e o abismo.
Trágicas lágrimas de todas as noites do verão.

Luzes

sábado, 26 de maio de 2018



Tudo é tão vazio e gélido, exatamente sem dor, sem amor, sem calor.
São luzes que cintilam, espaços e almas, a aquarela noturna da solidão.
Canção estridente, irritante, mera voz do passado resistindo a escutar o futuro.
Nem sempre se perde ou nem sempre se ganha.
Nem tudo é tão longe quanto se imagina, nem tão perto quanto se pensa.

Raroefeito

quarta-feira, 9 de maio de 2018




Eis que é isto, respirei muito ar rarefeito. Com sorte sobrou lucidez em meus pulmões. Bradei em alta voz... Um suspiro de dor. O suficiente para a queda livre terminar. "Impossível!" Esta era a minha reação em terra firme, tudo passou tão rápido, em segundos. Acabara de passar a vida inteira. Tudo dolorido, as vezes sorridente, porém, ainda dolorido. As vezes muito distante, não obstante, o perto era o nada. Agora que há terra entre meus dedos, me pergunto, sonho ou pesadelo? Sabe... O que espero realmente é que as nuvens sejam feitas de algodão, de preferência doce. Quem sabe na queda eu tenha quicado numa delas? Talvez eu saiba voar como nuvem, ou realmente ter aprendido o que na vida é doce.

Voo Irreflexo

segunda-feira, 23 de abril de 2018



Viajava eu nessa transitividade, loucura iminente, atemporalidade do ser, entre a tua razão e a minha insensatez, de miragens que vi. Paradoxal tempo dos afobados, escuro é o tempo, claro é a luz, de olhos negros minguados, lavado a alma, de paz, de tudo que fiz, de tudo que vi. Embainhei e corri, cruzamento de vias, o peso das almas, do espirito, do meu ser. Gritei de loucura, transpirando forças. Relatividades e mais, entre o carrocel e o parque, vida esta que deixei, abandonei, preferi observar o tempo em si, preferi voar, só pra não cair.
Pensamentos Irreais