Aponte-me a luz girassol, ouço o bramido da espada, o vento que sopra para o norte. Não murches girassol, olhe para o sol, guia entre as estrelas, não te abales as escuridões das noites, não te confundas a luz da lua. Respira girassol, o amanhã chegará assim como ontem se foi, resplandeça tua cor hoje, o amanhã ainda não existe. Amo-te girassol, singela beleza das flores. Ame girassol, teu mundo não é só, é sol. Não chores girassol, o nosso rei não tarda, e o príncipe estás a chegar.
sábado, 13 de março de 2021
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Outro tempo
sábado, 13 de março de 2021
inerte, propositivo,
é o passado, é o presente,
é o que está vindo.
O tempo é tudo,
substrato, apocalíptico,
é caótico, é pacífico,
é infantil, mas mudo.
O tempo é nada,
perfeito, imperfeito,
é o riso, é o choro,
é a realidade e a fada
O tempo voou,
é, esteve,
é o nunca, é o impossível,
o tempo é o que estou.
Eu sou o tempo.
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
domingo, 14 de junho de 2020
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Saudades de quando tudo no mundo era novo.
Saudades II
domingo, 14 de junho de 2020
De quando cada coisa tinha seu cheiro, tudo estava no seu devido lugar.
De quando nem tudo era pressa, de quando o dia era dia, noite era noite, de quando o amanhã de fato era amanhã.
De quando toda noção de dor se resumia no menor espaço possível do universo, de quando nada doía de verdade.
Saudades de quando um olhar era um olhar, um beijo era um beijo e o sentimento era o sentimento.
terça-feira, 13 de agosto de 2019
quarta-feira, 29 de maio de 2019
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Esta é a cadeira. Onde o tempo passa diante dela como numa TV. A cadeira que ente a escuridão, faz coexistir a luz.
Sordidez entre os pés, madeira podre e molhada, amontoado de lixo, resto de coisas que um dia valiam algo. Bituca de cigarro, ferrugem, formigas, as sofistas de paz, as matemáticas da teoria do caos. Vidro quebrado, rubrica em tinta a óleo de alguém que já morreu. Um telefone, um copo e outra bituca de cigarro. Mas o que importava era a cadeira.
Sento todo dia naquela cadeira, observo vagarosamente o universo, aspiro poeira de tempos que não voltarão, vislumbro o futuro mais distante, lamento o infeliz presente. A sala abandonada estava lá todos os dias, ás vezes com um ou dois ratos a mais, mas era sempre a mesma coisa, lixo, formigas, eu e a cadeira. Pois ali é onde todo o universo faz sentido, ali é onde o caos outorga a ordem, pois ali, é onde estou.
A Cadeira
quarta-feira, 29 de maio de 2019
Esta é a cadeira. Onde o tempo passa diante dela como numa TV. A cadeira que ente a escuridão, faz coexistir a luz.
Sordidez entre os pés, madeira podre e molhada, amontoado de lixo, resto de coisas que um dia valiam algo. Bituca de cigarro, ferrugem, formigas, as sofistas de paz, as matemáticas da teoria do caos. Vidro quebrado, rubrica em tinta a óleo de alguém que já morreu. Um telefone, um copo e outra bituca de cigarro. Mas o que importava era a cadeira.
Sento todo dia naquela cadeira, observo vagarosamente o universo, aspiro poeira de tempos que não voltarão, vislumbro o futuro mais distante, lamento o infeliz presente. A sala abandonada estava lá todos os dias, ás vezes com um ou dois ratos a mais, mas era sempre a mesma coisa, lixo, formigas, eu e a cadeira. Pois ali é onde todo o universo faz sentido, ali é onde o caos outorga a ordem, pois ali, é onde estou.
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